terça-feira, 30 de dezembro de 2008

09.

Começos; Inícios e Fins. Terminar o que se conhece e entrar no mundo desconhecido. Dar passos inconstantes até encontrar um novo lugar até que termine a sua hora. Abomino começos, e ainda mais o conceito Fim.

No entanto,

- Vencer no que quero.

- Não tocar no prejudicial.

- Ter comigo os que realmente importam.

- Pôr o orgulho de lado.

- Ser fiel a mim mesmo.

- Esquecer 2008.

É tudo o que peço para este novo começo.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

pain/knowledge;com

Nunca irei viver como tu vives; recuso-me a respirar os enganos que propagas a ti mesmo. Prefiro saber a dor de perder pessoas na minha vida, do que seguir em frente pensando que nunca existiram. Não sei como olhar nos olhos de alguém e fingir que o apaguei, ou esconder que sinto falta do brilho dos seus olhos.

Se fosse como tu, não vivia. Não havia vida que sobrasse em mim, apenas os restos apagados de ti. E assim não seria viver, mas sim repetir um novo começo onde tentava encontrar em pessoas diferentes, momentos iguais.

Continuarei sempre a preferir viver a dor da saudade do que a dor de procurar intensamente um alguém que me faça apagar um outro. Não consigo esquecer (-te) e talvez seja essa a minha dor, mas sei que não tem a intensidade que teria se algum dia o teu cheiro se apagasse de mim.

Não sei viver a mentira a que tu chamas vida, mas sei viver-te e isso é por demais uma grande mentira. Eu sei.


domingo, 28 de dezembro de 2008

metamorfose.

Espero conseguir mudar. Espero que o conjunto de vazios que preenche o meu tudo, se torne nulo entre si. E que de entre as trevas me transforme, aprendendo que nem sempre somos o que nos transformam.

Espero encontrar no fundo do que resta do meu coração, uma pequena parte de mim que predomine sobre todas as outras fazendo-me esquecer tudo o que levou à sua inexistência.

Espero, acima de tudo, conseguir esperar por este fatídico momento. O momento em que deixarei de ser o que me transformaram e passarei a ser o que quero. Um simples sonhador que vive na sabedoria da sua ilusão, e tenta ferozmente não cair na tentação de acreditá-las. E no entanto, saber que a dor de nunca realizar os seus sonhos, é inferior à de viver uma vida que não a sua.


sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

estocoma.



Agora sei, tenho gritado apenas para os meus próprios ecos. Para ter alguém que fale o mesmo que eu, para que seja o que tu já foste: igual a mim. Ecos esses que me trazem pensamentos que já não sei, que trazem questões repetidas carregadas com ainda mais dúvidas. Não tenho gritado por ti, mas para mim. Para acordar e deixar de viver aqui. Quanto mais terei que gritar? Já me falta a voz. Quantos mais gritos terei que dar? Quantas vezes direi o teu nome para o ouvir mais uma vez no regresso? Ecos enganadores que me trazem a paz, não sei que vos gritar. Um fim?

Estocoma: “verás o que a tua mente quiser que vejas “

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

X'masTime


Véspera de Natal, e com ela tantas outras coisas que sempre estiveram aqui mas que agora estão prestes a explodir. Não quero viver este dia. Posso passa-lo e acordar num outro dia? Eu sei que não por isso resta-me o meu sorriso que sempre se mantém e a felicidade que finjo todos os anos por esta época. Feliz Natal. :)

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

meudeserto.

Seguiste os meus passos. As minhas pegadas ficaram marcadas na tua pele. Visíveis, doendo um pouco com o passar de cada dia. Puxaste-me para ti porque só me consegues escapar por entre os dedos quando te quero ter. Sopraste a fúria de não me conseguir alcançar e de dentro do vento vi apagares as pegadas que tanto custei a fazer. Tantos erros que marcaram um caminho que já segui mais que uma vez, pegadas perdidas por toda a parte e nenhuma é minha. Estarei sempre em ti, como as conchas que nunca te abandonam esperando o mar que sempre lhes pertenceu. Vou sempre ser a areia que empurras com o passar do vento, mas que acabará por voltar a onde pertence.

deserto; ausência de vida.

domingo, 21 de dezembro de 2008

- Feliz Natal :)

As ruas iluminam-se de luzes incandescente,

O frio torna-se um ‘Olá’ que nos passa pela face,

As estrelas olham-nos de cima timidamente,

O sol nasce quando queríamos que não acordasse.

As lojas mascaram-se para a época que se aproxima,

E todos entendem o que delas se avizinha.

Preços altos para mostrar afecto,

Para esconder o que falta de concreto.

Sorrisos escondidos para agradar,

Quando o que menos falta é a vontade de chorar.

Metáforas pairam no espírito presente

Fogem da verdade frequentemente.

Sim, é Natal.

As luzes teimam em apagar a escuridão,

Mas ninguém apaga o verdadeiro mal

Que hoje em dia é apenas banal.

Os presentes juntam-se por baixo da árvore verde

E os enfeites brilham pela casa.

O Pai Natal não bebeu o leite, não teve sede

E deixou para mim apenas uma asa.

Até ele tentou que eu voasse

Até ele tentou que eu esquecesse

Pobre velho, que tanto tem para fazer

Nem sequer te dignas a aparecer.

Peço coisas que são sempre aos molhos

Mas não são os objectos que me trazem a felicidade tal

O brilho que vejo vem dos meus olhos

E penso: Sim, só pode ser Natal.

- rewind.


'Don’t come looking for me
Cuz I’ll be right here with the words you said (...)
Always knew you'd fall through
And now you’re proof (...)
Please don’t say too much
I think we’ve heard enough from you (...)
Make it quick make it painless
Don’t tell me lies just say goodbye.

Don’t tell me lies just say goodbye.'

Paramore - Rewind

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

forgiven.


Farás sempre parte de mim, de uma forma que não sou capaz de explicar ou de uma que não quero referir. E apesar de já não te tocar não quer dizer que já não te sinta. Desistimos do que iria dar errado mesmo sabendo que as melhores recordações que temos são os erros.

É tão difícil ver que a memória mais importante que está em mim é uma mentira, e então rendo-me. Quero viver outra vez a mentira e saber que consigo ter-te aqui e tocar-te. Levei tanto tempo a tentar tirar-te do meu mundo e proteger-me de ti para agora ver que és o meu mundo. Uma grande mentira que assombra os meus dias com a insistência e com a sua permanência.

Estou assim aqui fechado no silêncio, na ausência da minha mentira mais importante: tu.

Tens aqui o meu perdão…


rehab.


' (...) And I'll never give myself to another the way I gave it to you
Don't even recognize the ways you hurt me ( do you? )
It's gonna take a miracle to bring me back
And you're the one to blame ...'

Rehab

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

(still) breathing.


Volta sempre a mim uma vontade crescente em desassossego. Uma continuidade do dia que parece ter sido ontem. Um vestígio mínimo que dói muito mais com o passar do tempo. Que se torna invisível mas que ninguém consegue apagar.

Os teus ecos enchem-me de mágoa, e a minha respiração já não encontra um ritmo acertado. Voltas sempre a mim sem te (querer) ter. Não quero que implores por perdão ou te tragas sem ser da forma que foste ontem; dói o que és no que sou. Não quero mais ouvir o acelerar do meu coração chamando por ti, e no entanto ele chama.

Voltas sempre como a vontade crescente em desassossego que continuou hoje, mas acima de tudo como um vestígio mínimo que se tornou invisível e é nisso que me agarro com todas as forças. A força que preciso para te apagar. A força que preciso para respirar e viver, sem ti.


terça-feira, 16 de dezembro de 2008

J,

(...) Fiquei então a navegar no teu computador enquanto me punha on-line. Não prestei atenção. Vi fotografias que me magoaram de saudade e ouvi músicas que, juntamente com o cheiro que navegava no ar, traziam recordações não desejadas. A dor era suportável, e o meu apoio estava ali a escassos metros de mim. Não havia motivos para a tristeza, e a culpa de estragar o momento com memórias era minha. Sabia que tinha que esquecer. Uma espécie de amnésia temporária até que voltasses, mas não consegui.

Fiquei então ali sentado na cadeira, olhando para o ecrã sem o ver, explorando memórias já exploradas por demais. A dor apoderou-se de mim, mostrando-me que nunca tinha desaparecido completamente. Como uma ferida que não tinha curado, apenas deixado de sangrar. Os olhos encheram-se de lágrimas, mas não caíram. Por momentos, percebi onde estava e impedi que elas molhassem a secretária. Estava tão fixado nos meus pesadelos pessoais que nem reparei que...

@


beautifull, painful and so right...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

healing,

Some wounds never heal, they just stop bleeding...

domingo, 14 de dezembro de 2008

som

Não consigo entender a ausência que tenho em relação a ti. O silêncio ensurdecedor não questiona onde ficaste. És o vazio que cresceu em mim, e não me arrependo. Uma lição aprendida muda sempre o que somos e nem sempre mudamos para melhor, eu sei. Mas pelo menos não te sinto, não me magoo. E já passou tanto tempo. O silêncio não me questiona e eu continuo sem notar a tua falta. E quando vens não te quero ver, escuto mas não ouço na verdade.

Cada frase leva a ti, mas não a quero ler e suponho que a necessidade agora te persegue. Questiono-me, porque fui dar a mão ao silêncio? Porque roubaste-me todo o som que existia em mim. O vazio finge desaparecer, mas por momentos em que vens, quem procuro é ele. Só ele me protege de ti e sim ainda não sei onde ficaste mas já não importa.

Ficaste onde eu não estou e fugindo de ti, acabei por nos deixar para trás.



SLYMI



Há respostas para cada sorriso? Há sempre um motivo ou um alguém a quem atribuir culpas? É sempre mais fácil culpar o que nos rodeia sem notar que a desistência provêm de nós. A culpa é sempre nossa, quando pedimos com os nossos actos a desistência. Mas no entanto, os sorrisos são nossos e sem resposta o tempo perdura tornando-os permanentes.

Esquecendo o que o nosso coração diz, o sorriso decide não ouvi-lo e mantém-se. Pode-se dizer que a culpa é tua, ou minha. Mas não seria totalmente correcto. É uma perda de tempo dar-te um sorriso, mesmo que seja um triste. E tu, no entanto, finges sorrir. Continuas implorando um sorriso quando eu tenho tantos para dar. Mas por detrás de todos os sorrisos que dou, imploro para que mos tirem.

De que vale sorrir, se cada resposta é vazia?


sábado, 13 de dezembro de 2008

Caixinha de memórias.


Minha caixinha de memórias, confio em ti. Entrego-te as minhas recordações mais mínimas e sei que estão em segurança. Perco-me em ti vezes sem conta, tentando voltar ao dia de ontem sem compreender que tudo o que entra em ti já não consegue sair.

Prendes-me como fizeste com as minhas recordações. Mas não te culpo. Caixinha de memórias, a culpa é apenas minha. Perco tanto tempo em ti que me esqueço de viver. De qualquer forma, és o meu tesouro mais que precioso e em ti encontro o que de mais importante existiu na minha vida e terminou. Voltarei a perder-me em ti, vezes sem conta e ser o teu prisioneiro. Não sei ao certo se me fazes bem ao mal, mas acalmas a ânsia do meu coração e é por isso que tens o teu valor em mim.

Guardo-te em mim, como estou guardado em ti.

lost??

Desde que continue a procurar, não estou totalmente perdido.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

desonra.


Hoje perguntaram. Reagi como sempre, frio quase como se nem tivesse dado importância à pergunta e ao sentido que a minha resposta teve. Só agora vejo que apesar de saber para onde a minha resposta iria, o impacto que teve. E é por isso que cada segundo eu pago, por ser frio e cruel.

A minha natureza transborda dor e o que criei como minha protecção vai caindo por detrás dos meus olhos. Vejo uma névoa que invoca as minhas respostas, os meus erros e ela dá um jeito de me fazer pagar por eles, mais uma vez.

Hoje perguntaram. E após reagir como sempre entendi que já tinha pago antes. Doeu, de mais. E toda a indiferença, eu tento acumular na névoa que me invoca, na frieza com que vos trato e me magoo de seguida. Mas é quando me recordo – ‘Sei perdoar mas nunca consigo esquecer’ – e não me sai da cabeça a razão para qual a tamanha frieza. Talvez mereçam, eu é que tenho que aprender a não por o pé atrás. O cúmulo da desonra é desconfiar de um amigo, certo?

Considerem-se pessoas sem honra, e depois pensem se realmente a minha frieza é assim tão inconveniente. Eu já sei a resposta, sempre a soube. E tu também, em cada resposta que te dei. Hoje perguntaram. E eu como sempre, reagi como se não existisses porque é a verdadeira razão da minha verdade.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Ex.N.16.7

Cravado na pele. Queimado na carne. Mudo nas palavras. Ausente na presença. Segundos a mais, segundos de menos.(...)

Ouve

Ouve-te como te ouço.
As tuas palavras tão dolorosas vão-me sufocando. Escavam dentro de mim, procurando o último resto do que algum dia fui. Ouve-te. Entende que cada palavra é um punhal que magoa da forma mais cruel que imaginaste. Não, não penso só em mim. A dor que carrego comigo é a de todos os que magoas. As lágrimas que pouco caiem, trazem nelas um infinito de frustração inigualável. Estou à espera.
O frio seca a garganta. Já passei por pior, penso. Ouvir-te como te ouço todos os dias, é o pior dos castigos. Não chegues ao ponto de me fazeres odiar-te, por favor. Cala-te nos segundos mais cruciais. Queria que na minha espera, o frio parasse, o tempo volta-se. Não entender, não escutar, não estar, não peço mais nada de ti e do tempo. Todos contra si, hão de cair na exaustão e irão encontrar-me porque nem na solidão tenho a paz de não te escutar.
Decidiram ouvir-me?
Não.
Então ouçam pelo menos o meu silêncio, e vão ver que nele só peço o vosso.

choice.


Há uma escolha em cada um. Um direito de escolher o próximo passo, mostrando-nos a nossa verdade. Não fui eu que escolhi, a escolha escolheu-me a mim. De qualquer forma, tomei-a como minha. Já não ouço mais.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

sonhei que voei.

Já soube voar. Já soube subir alto, respirar tudo o que o ar tinha para dar e saber que ali era o meu lugar. Já tive o Sol do meu lado, puxando-me para a luz. Já soube o nome das estrelas que me sorriam sempre. Já ouvi o vento a chamar por mim por um sussurro. E então cortaram-me as assas. Cai. Perdi o meu lugar, agora o sol faz-me chorar quando olho para ele. As estrelas são cada vez menos, já nem elas sorriem para mim. O vento empurra-me para o chão. A terra não me deixa respirar. Perdi a liberdade que tive. E é quando penso que me estou a erguer que a força e vontade de respirar se dissolve no ar imundo. Vai fugindo, obrigando-me a rastejar em busca de um resto de força que me faça sorrir. Não encontro. Houve tanto de mim que um dia quis mostrar, e hoje foi-me tirado com um gesto. Escuto palavras que morreram com pessoas, sorrisos que ficam eternos, momentos que acabam quando quero mais. Continuo dando os penosos passos que me levam ao fim do meu caminho. Cada vez mais aqui, a dor de cada passo há de sempre passar por ti. Já soube voar, agora sonho que já cheguei a sonhar.

surpresa.

Caminhava sem rumo, sem ligar ao que me rodeava, com os passos já mecanizados para chegarem ao seu destino. O som era anulado pelos meus pensamentos, perdidos num caminho já conhecido. Então quebrou o silêncio, um som agudo que atingiu a barreira mental que eu criara. Normalmente, ficaria feliz por ter ouvido o assobio, viraria as costas num instante para poder ver, mas agora… Com muito custo, olhei para trás, não reconheci. Faltou o brilho no olhar, o fio no pescoço, a pulseira a condizer com a minha, muita coisa. Falaste com a mesma conversa de sempre e o mesmo tom de sempre, disseste-me o que nunca tinha ouvido. Escutei, mas tinha deixado de ouvir no momento em que te observei pela 1ª vez. Esta nova pessoa, irreconhecível, quis mudar uma imagem construída na minha memória. Ainda tenta, cada vez que passa por mim, com a sua (in) diferença e eu ainda tento, cada vez que passa por mim não olhar. Mas a memória mecanizada faz-me olhar e sempre, e sempre eu desiludo-me um pouco mais. De qualquer forma, é sempre uma surpresa ver-te, apenas deixou de ser uma surpresa agradável.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

o abraço das paredes.

Não consigo traduzir a dor que ouço escorrer-me na cara pelas palavras que anseio dizer-te. Desespero pela liberdade que privas de mim. Odeio-te pelas paredes que criaste à minha volta, e a tua luz cega-me. Acabaram as oportunidades, tiraste-me o que te dei: tudo; e a minha capacidade de perdão é limitada

Hoje não perdoo as paredes, a dor, os gritos, a agonia e não peço nada. O círculo vicioso suga a vida que há em mim, e eu deixo o vazio crescer dentro do que me escapou por entre os dedos. Mais uma vez não sei como chamar-te. Espero por ti mesmo sabendo que não vês, procuro-te como sempre mesmo já sabendo onde estás.

É um adeus comum, escrito mais uma vez para que vinque na carne, na alma. Direi, finalmente, as palavras que as minhas lágrimas te dizem apesar de já as saber. Perco-as contigo e sei, um adeus comum não deixa de ser um adeus. O meu coração já não te sente, não consegue partir as paredes que criaste à sua volta e é melhor assim.

Não se perde, não se sente, não dói.