segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

pain/knowledge;com

Nunca irei viver como tu vives; recuso-me a respirar os enganos que propagas a ti mesmo. Prefiro saber a dor de perder pessoas na minha vida, do que seguir em frente pensando que nunca existiram. Não sei como olhar nos olhos de alguém e fingir que o apaguei, ou esconder que sinto falta do brilho dos seus olhos.

Se fosse como tu, não vivia. Não havia vida que sobrasse em mim, apenas os restos apagados de ti. E assim não seria viver, mas sim repetir um novo começo onde tentava encontrar em pessoas diferentes, momentos iguais.

Continuarei sempre a preferir viver a dor da saudade do que a dor de procurar intensamente um alguém que me faça apagar um outro. Não consigo esquecer (-te) e talvez seja essa a minha dor, mas sei que não tem a intensidade que teria se algum dia o teu cheiro se apagasse de mim.

Não sei viver a mentira a que tu chamas vida, mas sei viver-te e isso é por demais uma grande mentira. Eu sei.


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