Minha caixinha de memórias, confio em ti. Entrego-te as minhas recordações mais mínimas e sei que estão em segurança. Perco-me em ti vezes sem conta, tentando voltar ao dia de ontem sem compreender que tudo o que entra em ti já não consegue sair.
Prendes-me como fizeste com as minhas recordações. Mas não te culpo. Caixinha de memórias, a culpa é apenas minha. Perco tanto tempo em ti que me esqueço de viver. De qualquer forma, és o meu tesouro mais que precioso e em ti encontro o que de mais importante existiu na minha vida e terminou. Voltarei a perder-me em ti, vezes sem conta e ser o teu prisioneiro. Não sei ao certo se me fazes bem ao mal, mas acalmas a ânsia do meu coração e é por isso que tens o teu valor em mim.
Guardo-te em mim, como estou guardado em ti.
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