Volta sempre a mim uma vontade crescente em desassossego. Uma continuidade do dia que parece ter sido ontem. Um vestígio mínimo que dói muito mais com o passar do tempo. Que se torna invisível mas que ninguém consegue apagar.
Os teus ecos enchem-me de mágoa, e a minha respiração já não encontra um ritmo acertado. Voltas sempre a mim sem te (querer) ter. Não quero que implores por perdão ou te tragas sem ser da forma que foste ontem; dói o que és no que sou. Não quero mais ouvir o acelerar do meu coração chamando por ti, e no entanto ele chama.
Voltas sempre como a vontade crescente em desassossego que continuou hoje, mas acima de tudo como um vestígio mínimo que se tornou invisível e é nisso que me agarro com todas as forças. A força que preciso para te apagar. A força que preciso para respirar e viver, sem ti.
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