Não consigo traduzir a dor que ouço escorrer-me na cara pelas palavras que anseio dizer-te. Desespero pela liberdade que privas de mim. Odeio-te pelas paredes que criaste à minha volta, e a tua luz cega-me. Acabaram as oportunidades, tiraste-me o que te dei: tudo; e a minha capacidade de perdão é limitada
Hoje não perdoo as paredes, a dor, os gritos, a agonia e não peço nada. O círculo vicioso suga a vida que há em mim, e eu deixo o vazio crescer dentro do que me escapou por entre os dedos. Mais uma vez não sei como chamar-te. Espero por ti mesmo sabendo que não vês, procuro-te como sempre mesmo já sabendo onde estás.
É um adeus comum, escrito mais uma vez para que vinque na carne, na alma. Direi, finalmente, as palavras que as minhas lágrimas te dizem apesar de já as saber. Perco-as contigo e sei, um adeus comum não deixa de ser um adeus. O meu coração já não te sente, não consegue partir as paredes que criaste à sua volta e é melhor assim.
Não se perde, não se sente, não dói.
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