Hoje perguntaram. Reagi como sempre, frio quase como se nem tivesse dado importância à pergunta e ao sentido que a minha resposta teve. Só agora vejo que apesar de saber para onde a minha resposta iria, o impacto que teve. E é por isso que cada segundo eu pago, por ser frio e cruel.
A minha natureza transborda dor e o que criei como minha protecção vai caindo por detrás dos meus olhos. Vejo uma névoa que invoca as minhas respostas, os meus erros e ela dá um jeito de me fazer pagar por eles, mais uma vez.
Hoje perguntaram. E após reagir como sempre entendi que já tinha pago antes. Doeu, de mais. E toda a indiferença, eu tento acumular na névoa que me invoca, na frieza com que vos trato e me magoo de seguida. Mas é quando me recordo – ‘Sei perdoar mas nunca consigo esquecer’ – e não me sai da cabeça a razão para qual a tamanha frieza. Talvez mereçam, eu é que tenho que aprender a não por o pé atrás. O cúmulo da desonra é desconfiar de um amigo, certo?
Considerem-se pessoas sem honra, e depois pensem se realmente a minha frieza é assim tão inconveniente. Eu já sei a resposta, sempre a soube. E tu também, em cada resposta que te dei. Hoje perguntaram. E eu como sempre, reagi como se não existisses porque é a verdadeira razão da minha verdade.
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