Imagino-me, muitas vezes, na minha primeira sessão de terapia.
Para além de todos os traumas
familiares nos quais me iria debruçar, gosto de tentar adivinhar quanto tempo
demoraria até chegar a ti.
Cinco, vinte minutos?
Seria equivalente ao tempo que
demoraste a esquecer-me? Talvez menos até, não?
Depois paro e lembro-me que isto
nem é sobre ti – é sobre mim, como sempre devia ter sido.
Relembro-me como se fosse só um
lembrete.
Um lembrete de que devia mesmo
marcar consulta.
(mesmo que seja só mais uma desculpa
para me lembrar de ti…)