quinta-feira, 5 de novembro de 2026

damaged goods

Imagino-me, muitas vezes, na minha primeira sessão de terapia.

Para além de todos os traumas familiares nos quais me iria debruçar, gosto de tentar adivinhar quanto tempo demoraria até chegar a ti.

Cinco, vinte minutos?

Seria equivalente ao tempo que demoraste a esquecer-me? Talvez menos até, não?

Depois paro e lembro-me que isto nem é sobre ti – é sobre mim, como sempre devia ter sido.

Relembro-me como se fosse só um lembrete.

Um lembrete de que devia mesmo marcar consulta.

(mesmo que seja só mais uma desculpa para me lembrar de ti…)