segunda-feira, 14 de setembro de 2026

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Na minha lista de contactos, és a única pessoa que tenho bloqueada.

Nunca tinha bloqueado alguém antes.

Engraçado que, no início, tu disseste-me que bloqueavas, facilmente, quem não querias na tua vida e eu não percebi. Achei sinal de imaturidade emocional. No entanto, não contestando, interpretei como seres uma pessoa que se desprendia de quem não acrescentava.

Tinhas algum orgulho, até, quando o dizias.

Depois, quando as coisas se inverteram, e acabei por te bloquear, percebi que, talvez, eu estivesse certo desde o início.

Imaturidade emocional foi o que me fez bloquear-te – mas não foi a minha.

De certa forma, fizeste-me igual a ti.

Não esperei que a tua insistência se tornasse em ansiedade.

Ainda hoje, não tolero bem a ideia de te encontrar.

Pelos entretantos, conseguiste enviar-me uma mensagem que, depois, apagaste porque não te respondi.

Passaram vários meses desde então.

De vez em vez, depois de todas as pessoas que te substituíram, ainda vou ver as fotografias que deixámos na conversa. E ontem foi um desses dias.

Sabes o que é mesmo irónico?

A primeira mensagem que me enviaste, depois de trocarmos contactos, foi:

“Bloqueia-me”.

E não é que o fiz?

Acho que ambos tivemos o que merecíamos.

Uma verdadeira história de amor.