As ruas iluminam-se de luzes incandescente,
O frio torna-se um ‘Olá’ que nos passa pela face,
As estrelas olham-nos de cima timidamente,
O sol nasce quando queríamos que não acordasse.
As lojas mascaram-se para a época que se aproxima,
E todos entendem o que delas se avizinha.
Preços altos para mostrar afecto,
Para esconder o que falta de concreto.
Sorrisos escondidos para agradar,
Quando o que menos falta é a vontade de chorar.
Metáforas pairam no espírito presente
Fogem da verdade frequentemente.
Sim, é Natal.
As luzes teimam em apagar a escuridão,
Mas ninguém apaga o verdadeiro mal
Que hoje em dia é apenas banal.
Os presentes juntam-se por baixo da árvore verde
E os enfeites brilham pela casa.
O Pai Natal não bebeu o leite, não teve sede
E deixou para mim apenas uma asa.
Até ele tentou que eu voasse
Até ele tentou que eu esquecesse
Pobre velho, que tanto tem para fazer
Nem sequer te dignas a aparecer.
Peço coisas que são sempre aos molhos
Mas não são os objectos que me trazem a felicidade tal
O brilho que vejo vem dos meus olhos
E penso: Sim, só pode ser Natal.
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