sábado, 31 de janeiro de 2009

IMPORTÂNCIA

Ouvi tantas vezes que “nada do que é importante, se perde verdadeiramente”, e acredito fielmente nisso. O problema não está em mim, enquanto acreditar, muito viverá em mim, e eu acredito. Ponho todas as minhas forças em nós e espero não me queimar.

É essa a problemática da questão, não se perde em mim pois as minhas mãos queimadas já não sentem a dor, em ti já me perdi e sei então que a importância nunca é mútua e a verdade nem sempre é a que queremos.(...)

III


Não queria ter acordado assim. Após uma longa e dolorosa noite, o sol chegou cedo de mais para mim. Lá fora ouvi música e vozes de pessoas já há muito conhecidos e mesmo assim, permaneci imóvel com a luz da televisão distraindo-me. Uma das vozes chamou para o almoço e vi-te então. Ias-nos fazer companhia e por alguma razão que ainda não compreendo bem, desejei que não o fizesses, apesar de tudo.

Sentei-me com a nova dificuldade e sentaste-te ao meu lado, e posso-te dizer com toda a franqueza que foi a refeição mais dolorosa que tive até hoje. Tremias e tremias, e quando tentei não reparar, tiveste que responder que o sistema nervoso estava alterado e enumeraste a quantidade de comprimidos que tinhas tomado pela tua saúde.

Comi o mais depressa possível ignorando a dor física e saí da mesa. Que dor, ver o que te tornaste sem culpa ou sem o mereceres. Que dor, não conseguir olhar para ti sem prever o que se avizinha. Que dor, de começo.

cinzento

As coisas mudam. O sol dá lugar à chuva, o silêncio ao barulho do vento, e até o branco muda para preto. Mas tudo o que muda, não desaparece completamente. O sol apenas se esconde, o silêncio reaparece quando o vento se cansa e o branco transforma-se em cinzento mesmo que nunca volte à sua cor original. Tudo muda sim, mas nem sempre para pior, e o cinzento parece-me uma boa mudança.

Uma mudança estável, sentindo a chuva caindo-me na cara, o vento acariciando-me o cabelo e recordando a cor negra que mudou toda a trajectória suposta.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Vanessa (Nunca.)

Meu ar, se soubesse que um dia serias tu a corda que me mantém na superfície destas águas que tão ferozmente me puxam para as trevas, não acreditaria. Não há qualquer conjunto de palavras que te consigam explicar o quanto agradeço diariamente por te ter comigo e saber que não me irás deixar, nunca.

Ver o teu sorriso é, se possível, o melhor momento de todos os dias que estamos juntos e só ele me consegue adormecer. És tu quem afasta os fantasmas e me mostras as coisas simples da vida. Sonho-te e só assim consigo dormir, no nosso mundo perfeito onde o meu braço nunca sai de volta do teu pescoço e a tua mão aquece-me o abdómen.

És o contraste e nunca te largarei a mão. Nada nos fará cair e por mais que o vento sopre, juntos voaremos nele. A tua voz irá chamar a minha como sempre fez e despertar-me. Não és o meu sonho, és a minha realidade; estás aqui, não preciso de adormecer.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

faixa 07;

Mas, onde te encontras quando não te consigo decifrar? Quando olho de relance para os teus (tão diferentes) olhos e ouço a tua voz repentinamente? Onde estás? Para onde vais quando me voltas as costas e me deixas perseguir os teus passos com o meu curioso olhar? Desconheço a razão, e talvez seja preferível desta forma, no entanto continuo contando os passos que dás para te distanciares de mim. E não consigo chegar a ti.

Arrasto a vontade de te deixar ir, assim como me arrasto para ti ao mesmo tempo. Já não sei quem me voltou as costas, se tu ou eu. A tua presença mantem-se tão constante como o acelerar da minha saudade de cada vez que passas por mim e, ainda, sinto o teu cheiro.

Mas, para onde te levam os teus passos quando te perdes em mim e me levas contigo (mesmo sem te sentir)?

sede de ser

Garganta seca não permite existência de qualquer tipo de voz e sobre a minha mão ela não tolera o movimento da escrita. O sono tem chegado tarde ou cedo, e nele me encontro. Lá eu falo, exprimo-me, e fico onde quero sem qualquer intervalo que doa nos escombros da minha memória.

ficar


Adeus (...)
Vou ficar para sempre neste tempo

Eu vou conseguir para-lo
Eu vou conseguir guarda-lo

Eu vou conseguir ficar



David Fonseca; Adeus, Não Afastes Os Teus Olhos Dos Meus

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

agora (b.f)

Dor e dor, falhas e quebras, aqui e ali. Respirando e sobrevivendo, falhando e quebrando, ontem e hoje. Sentindo e desvanecendo, imobilizado e esperando, agora e agora.

Escuto e tento não ouvir, sinto e tento negar, sei e tento um regresso ao desconhecimento. Não. Os minutos passam dolorosos, enquanto sou puxado para o enceto contra minha vontade. Os meus pés não mexem, mas a dor aumenta gradualmente, enquanto eles escutam, sentem e sabem.

Dor e dor, falhas e quebras, aqui e ali. Aqui e ali, mais aqui do que ali. A dor crescente indica apenas o segundo acto do enceto e nem ela se consegue suportar. Aqui e ali deixa pedaços de pequenos fragmentos enquanto as correntes que me prendem ganham ferrugem pela desistência.

Respirando e sobrevivendo, falhando e quebrando, ontem e hoje. Inspirando um ar que não o meu e alcançando com todo o custo o próximo degrau que me mantêm na realidade crua. E quebrando quebrado ontem soube partir para o hoje que não encontro e fico preso.

Sentindo e desvanecendo, imobilizado e esperando, agora e agora. Onde não encontro o hoje, onde só alcanço a queda no agora, e onde agora vivo esperando pela palavra genuína da minha salvação. Os dias vão ser longos e imobilizado vou sentir a dor do agora. Onde não consigo me encontrar no ontem, ou no amanhã e ganho raízes em vão tentando chegar à morte da minha sede.


terça-feira, 27 de janeiro de 2009

don't

' (...) I'm lost when you're around me (...) I'm lost and can't be found now ...' Rock me in

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

closedeyes. (encore)

O reflexo que o meu olhar transmite é de cansaço e embora demonstre falta de sono, não é essa a sua verdadeira causa. A ficção que desenrola em cada deslumbre que o alcança, atormenta e torna o sono pesado numa apatia que não deixa dormir ao certo.

A verdade é que ele teme o dia em que irá causar a sua própria cegues com o que vive tentando ver e não encontra; a verdade é que ele já conhece a verdade e teme o medo que irá fazê-lo fechar-se em si e perder-se nas profundezas da escuridão. De nada serve conhecer a verdade se o cansaço cresce dia-a-dia, em cada deslumbre que pensa ter visto ou viu na realidade. Não muda, não desaparece. Tantas noites em claro para puder ver que a escuridão ilumina demasiado a quem anseia um pequeno descanso silencioso.

Senti, sem ti, a magnitude com que a escuridão se abate sobre mim. (e isto sou eu tentando agarrar-me ao resto de luz que ainda vejo.)


domingo, 25 de janeiro de 2009

relógio de 29 segundos.

Conto todos os segundos que passaram por nós.

Conto-os com um sorriso triste, uma luz quase fundida, uma esperança ilusória que persiste em existir. Os segundos passam, começam a tentativa para a minha derrota e a minha mente vagueia sobre o passado. Em instantes que se assemelham à eternidade, cada momento surge como uma película de filme. Observo. Tens toda a minha atenção e a película não aparenta ter fim. Segundos e segundos, palavras que se transformam em frases, frases que se transformam em silêncio.

Cada segundo que passou por nós, eu contei. E apesar de tudo, o sorriso permanece na minha face. Uma tristeza que se finge alegre, ou supõe fingir. Os segundos valem e sempre valerão a pena, poucos ou muitos, irei sempre contá-los e saber que já são meus. Cada segundo conta, e depois de os contar todos, faltam sempre muitos mais. Segundos que quero, que necessito. Segundos que já passaram e que já não voltam mais. Não há películas neste segundo, fechei contigo a gaveta das minhas memórias e por mais um segundo (, quase) estiveste aqui. Valeu a pena, vale sempre.


04.12.08

paint the silence;

Um simples instante. Não precisou mais. Um poder que debateu dentro dos sentidos mostrando novas descobertas. Entrega total. Perda devastadora. Um simples instante. Não precisou mais. Uma força semelhante a um arrancar; perder algo. Perdão significativo. Esquecimento nulo.


13.01.09

sábado, 24 de janeiro de 2009

destino (broken dreams)

Sobre os sonhos poucas são as palavras existentes para referir a tristeza crescente em mim ao vê-los cair um a um. Caiem como chuva, como meteoritos que destroem a órbita da minha alma. Um por um, o destino é encarregue de desviar os seus caminhos e de os fazer cair sobre os meus pés fracos já de si. E chega o momento em, que nos vemos numa vertiginosa espiral de ilusões, segmentos opostos da realidade e somos obrigados a tomar decisões.

Há quem escolha escorregar na espiral ilusória, queimando a pele e o olhar de cada vez que olham para a realidade oposta que cega com cega fúria. Eu? Já tenho queimaduras, dores diárias que me forçam a cair em mim. Não basta gritar o fim, pois sei que os meus sonhos não fazem parte de mim, mas sim do destino e ele atravessa-os em mim para que a dor acorde em mim uma vez mais.

Foi essa a minha escolha, entregar de vez os meus sonhos ao destino e que as suas mãos se dirijam a mim nem que seja apenas para acenar um profundo adeus, …

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

ausente

A dor física abstrai-me da psicológica.




As palavras acumulam esperando pelo momento certo e até lá permanecem num silêncio ensurdecedor...


quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Insónia

Deixa-me adormecer. Retira os pensamentos que me fazem permanecer acordado, retira-os para bem longe de mim. Faz com que o calor não exista e o suor frio que me escorre na testa desapareça. Senta-te nas minhas pálpebras tornando-as pesadas e enche-as de sonhos profundos. Encosta o silêncio ao meu ouvido e deixa-me afogar na escuridão e no conforto dos lençóis. Deixa-me ficar aqui sem ouvir o tempo passar. Um dia serei eu a largar-te a mão e poderei, finalmente, adormecer sobre a liberdade de não viver os teus sonhos.

bLood

As espadas da saudade estão a trespassar-me neste momento em que nem sei a razão pela qual estou a sangrar, e a sua dor revela ausências significativas em mim. O ar falta-me mais do que tudo o que me lembro e consequentemente o meu desejo por amnésia fica destruído enquanto rastejo no chão ansiando por uma leve brisa de algo que me traga de volta o que dói em mim.

Descrevo ausências e sentimentos de saudade sem permitir a mim mesmo recordar-te. O escudo de nada serve e todo o tempo que levei a construir uma protecção, desaparece. Não há como matar a saudades e a ausência em mim sem te aqui comigo e fui eu quem te expulsou de mim mesmo.

O conhecimento do que precisa ser feito navega sob os pensamentos que existem em mim, e no entanto continuo sentindo a doce dor das espadas trespassando-me e recordando-te. Recuso-me. Não irei cair porque (sem querer causar qualquer sofrimento à tua ausência de pensamentos) prefiro viver com a tua tortuosa lembrança do que com a tua (agora) insignificante e débil existência. Trespassem-me, eu aguentarei.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Life Is A Song :)

Oh, it's time to let go of everything we used to know
Ideas that strengthen who we've been
It's time to cut ties that won't ever free our minds
From the chains and shackles that they're in

Patrick Park




(bb)

É uma surpresa quando não entendo a razão pela qual anseio ver o teu sorriso… Por vezes vejo o teu sorriso no das outras pessoas, e penso ser por isso que te transformaste dentro de mim, por desejar ver-te no lugar de outras pessoas. Encontro-me variadas vezes pensado em ti, em nós e anseio pelas tuas palavras, para que possa falar contigo por um instante e esquecer a falta que me fazes mesmo quando acabo de estar contigo.

Sabes o que mais gosto em ti, quando não vejo o teu sorriso? Os teus ciúmes. A vontade que me ataca de te encher de abraços quando ficas com o teu ar importante e finges que não te afecta. Afecta a mim. E é isso que te distingue verdadeiramente de todos, afectas-me quando ouço o meu nome e ouço a tua voz mesmo que não sejas tu quem me chama.

E não te vejo, não te encontro no ar que respiro, agora. Mas sei que sabes o que és como sei o que sou, o que somos. Estou aí e tu aqui, plantando sorrisos e colhendo brilhos no olhar para mais tarde os partilharmos. Sinto a tua falta.

domingo, 18 de janeiro de 2009

aroma

Um cheiro que me envolve de dor, uma miragem que chama pelo nome, um sentimento já há tanto conhecido. És o que és, sem o que foste. A minha memória repele-te, e agarra-se ao passado do que foste. O que me deste, resta no baú que tentei guardar nos confins do que sou, e que não consegui esquecer. Dói, não há como negar, e (já) não sei bem o motivo. Tento respirar sem me dar conta de que ainda sei de cor o teu cheiro, mas é tão forte que simplesmente me deixo entregar outra vez a esse aroma que fica cravado na memória e tenta magoar o esquecimento. Não o esqueço, não te esqueço. Não consigo viver o presente sem relembrar que te tive no passado.

sábado, 17 de janeiro de 2009

não mereces

(…) e por esse motivo eu espero que descubras aqui um perdão. Por todas as palavras que dizes sem te dares conta de que me magoas por de mais e por todas as atitudes com que fazes que implore pelo teu silêncio.

Talvez hoje os meus olhos não te suportem e talvez não o queiram mas quem sabe, exista um amanhã que não me magoe o olhar. Espero que compreendas a ausência de afectos e não penses que não ouço o que dizes, não é verdade.

Talvez um dia te consiga agradecer. (… continua.)

lugar


(…) Há pessoas que simplesmente são deslocadas, não encontram o seu lugar, não pertencem a lado nenhum. Não quero que te percas, quero acreditar que todos pertencemos a algum lado. …

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Parabêns Mãe *


É um crescer de agradecimento de cada vez que me dou conta que existes em mim, e do que fazes por mim. Não existem palavras que cheguem para te mostrar tudo o que cresce em mim de segundo em segundo quando penso em ti. Queria fazer-te entender que tudo o que de positivo está em mim, provêm de ti e é com orgulho que espero um dia mostrar isso ao mundo. De todas as promessas que te quero fazer, a mais importante é a de nunca te deixar e continuar a mostrar-te que o eterno nunca desaparece.

É isso que és para mim, eterna. Obrigado por seres um suporte que existe para amparar as minhas quedas, apanhar as minhas lágrimas. És tu quem alimenta os meus sorrisos e transmites a minha felicidade. Se algum dia te falhar, espero que estejas aqui para me mostrares isso. Desculpa todas as vezes que não estive presente quando fui preciso e se não sou tudo o que idealizaste mas, quero que saibas que faço tudo para ser o melhor que posso ser e ver um sorriso teu todos os dias, para que o meu também apareça.

Tudo’ é apenas o começo do que realmente és.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

I won't 4get u.

Se tudo o que vai acaba sempre por voltar, hei de estar sentado enquanto te espero. Hei de encontrar o tempo a passar por mim como a chuva que hoje cai, e vê-lo perder-se pela infinita vez nos caminhos que os nossos passos já percorreram. Hei de ficar cansado de estar sentado mas não irei embora, hei de me deitar e encontrar-te nos grandes sonhos que tivemos. Hei de esperar e desesperar, chegar a ponderar a minha e a tua desistência e chorar outra vez.

E assim hei de esperar para que voltes, mas por enquanto, ainda não estou preparado para me sentar no banco onde já nos sentamos porque para isso preciso de te perder, e ainda estás por aí. Não sei onde, não sei. Hoje não imploro para que voltes, mas para que te percas e me procures. Hei de sempre esperar, tu sabes.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

sofrimento por antecipação.

Já me ocorreu o que se vai passar daqui a uns dias. Apercebi-me disso quando te vi, fazendo o mesmo de sempre, e me contaram. Respondi com repugnância, negando a dor que me atacou repentinamente. Vão ser longos os dias até que se desenrole um novo acto. Um acto infinito, sempre pedindo para que (não) acabe. Vou sofrer. Já te estou a odiar, e ainda nem chegou o momento.

2 - A notícia


É preciso entender que acima de tudo, sou um ser que respira este ar com tamanha dificuldade. Um simples sonhador que vive na sabedoria da sua ilusão, e tenta ferozmente não cair na tentação de acreditá-las. Um sonhador, acima de tudo, e também com grande dificuldade. Não sei ao certo há quantos anos sonho, porque a minha alma perdeu-se em tempos anteriores de tanto sonhar. Vivo apenas por mim. Mentira. Vivo por muitos e não por mim. Em muitas maneiras a minha preenchida alma não chega para comportar todos os que fazem parte dela, e nem são muitos. São os necessários para a preencherem e desempenham o seu papel na perfeição.

No entanto ninguém me preencheu a alma da mesma forma que tu. Ninguém alcançou desta maneira a minha complicada forma de ser. Mas não é importante porque tal como tudo, de tantas vezes que te vivi, apenas sonhei-te. É assim que existo. Fujo da realidade e não há como me encontrar. Sonhei-te e como acontece com tudo de bom, sonhei-te com o medo de acordar. (...)


J.



terça-feira, 13 de janeiro de 2009

MD's

Não pedi ao meu silêncio que ele chegasse, não pedi ver quando implorei para me manter cego, não pedi a saudade que se abate em mim de ti. Não pedi nada do que me deste/dás mas, como sempre, recebi algo em troca sem ter dado nada. Ganhei-me, percebi quem era em mim. Entendi que não ‘sou’, mas vou ‘sendo’. (...)

Não ouço a tristeza chamar, mas chamo sempre por ela, pela saudade de sentir a brisa do mar contigo e também contigo. (…) Ambos foram tão meus como o são agora. A ti, sempre em primeiro lugar por diversas razões, digo que o ciclo quebrou e a ti digo que irei usar todas as minhas forças para não te transformar num ciclo.

Quem diria, …




Go ...



The O.C. best music moment 1# 'Forever Young' Breakup



The O.C. best music moment 2# 'Paint The Silence'

bla bla bla.

- You don’t know what you’re talking about.

- (…) anyone can tell that you like him. You don’t think Ryan can?

- I love Ryan!

- Yes you love Ryan; you guys are soul mates, bla bla bla. Doesn’t mean that you don’t like Johnny.

- I don’t.

- Really? (…) yes... you may not know me, but I know you.

Marissa and Kaitlin Cooper in The Pot Stirrer

The O.C. season 3