Dor e dor, falhas e quebras, aqui e ali. Respirando e sobrevivendo, falhando e quebrando, ontem e hoje. Sentindo e desvanecendo, imobilizado e esperando, agora e agora.
Escuto e tento não ouvir, sinto e tento negar, sei e tento um regresso ao desconhecimento. Não. Os minutos passam dolorosos, enquanto sou puxado para o enceto contra minha vontade. Os meus pés não mexem, mas a dor aumenta gradualmente, enquanto eles escutam, sentem e sabem.
Dor e dor, falhas e quebras, aqui e ali. Aqui e ali, mais aqui do que ali. A dor crescente indica apenas o segundo acto do enceto e nem ela se consegue suportar. Aqui e ali deixa pedaços de pequenos fragmentos enquanto as correntes que me prendem ganham ferrugem pela desistência.
Respirando e sobrevivendo, falhando e quebrando, ontem e hoje. Inspirando um ar que não o meu e alcançando com todo o custo o próximo degrau que me mantêm na realidade crua. E quebrando quebrado ontem soube partir para o hoje que não encontro e fico preso.
Sentindo e desvanecendo, imobilizado e esperando, agora e agora. Onde não encontro o hoje, onde só alcanço a queda no agora, e onde agora vivo esperando pela palavra genuína da minha salvação. Os dias vão ser longos e imobilizado vou sentir a dor do agora. Onde não consigo me encontrar no ontem, ou no amanhã e ganho raízes em vão tentando chegar à morte da minha sede.
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