Mas, onde te encontras quando não te consigo decifrar? Quando olho de relance para os teus (tão diferentes) olhos e ouço a tua voz repentinamente? Onde estás? Para onde vais quando me voltas as costas e me deixas perseguir os teus passos com o meu curioso olhar? Desconheço a razão, e talvez seja preferível desta forma, no entanto continuo contando os passos que dás para te distanciares de mim. E não consigo chegar a ti.
Arrasto a vontade de te deixar ir, assim como me arrasto para ti ao mesmo tempo. Já não sei quem me voltou as costas, se tu ou eu. A tua presença mantem-se tão constante como o acelerar da minha saudade de cada vez que passas por mim e, ainda, sinto o teu cheiro.
Mas, para onde te levam os teus passos quando te perdes em mim e me levas contigo (mesmo sem te sentir)?
Um comentário:
'nada do que é importante, se perde verdadeiramente'
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