domingo, 25 de janeiro de 2009

relógio de 29 segundos.

Conto todos os segundos que passaram por nós.

Conto-os com um sorriso triste, uma luz quase fundida, uma esperança ilusória que persiste em existir. Os segundos passam, começam a tentativa para a minha derrota e a minha mente vagueia sobre o passado. Em instantes que se assemelham à eternidade, cada momento surge como uma película de filme. Observo. Tens toda a minha atenção e a película não aparenta ter fim. Segundos e segundos, palavras que se transformam em frases, frases que se transformam em silêncio.

Cada segundo que passou por nós, eu contei. E apesar de tudo, o sorriso permanece na minha face. Uma tristeza que se finge alegre, ou supõe fingir. Os segundos valem e sempre valerão a pena, poucos ou muitos, irei sempre contá-los e saber que já são meus. Cada segundo conta, e depois de os contar todos, faltam sempre muitos mais. Segundos que quero, que necessito. Segundos que já passaram e que já não voltam mais. Não há películas neste segundo, fechei contigo a gaveta das minhas memórias e por mais um segundo (, quase) estiveste aqui. Valeu a pena, vale sempre.


04.12.08

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