Se tudo o que vai acaba sempre por voltar, hei de estar sentado enquanto te espero. Hei de encontrar o tempo a passar por mim como a chuva que hoje cai, e vê-lo perder-se pela infinita vez nos caminhos que os nossos passos já percorreram. Hei de ficar cansado de estar sentado mas não irei embora, hei de me deitar e encontrar-te nos grandes sonhos que tivemos. Hei de esperar e desesperar, chegar a ponderar a minha e a tua desistência e chorar outra vez.
E assim hei de esperar para que voltes, mas por enquanto, ainda não estou preparado para me sentar no banco onde já nos sentamos porque para isso preciso de te perder, e ainda estás por aí. Não sei onde, não sei. Hoje não imploro para que voltes, mas para que te percas e me procures. Hei de sempre esperar, tu sabes.
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