segunda-feira, 30 de novembro de 2009

(Todas as palavras que irei escrever são fruto do desprezo que sinto neste momento. Sei que te vou magoar (ainda mais) mas não tenho pena de ti e por isso peço desculpa. Sei que é um defeito meu mas não o consigo contrariar.)

Diz alguma coisa.” – Aqui vai:

Não me deves nada porque nunca te pedi algo que fosse, no entanto espero que a culpa te queime por dentro enquanto o meu gelo me protege. Espero que engulas os pensamentos que tiveste por mim e que os coloques na boca dele, mergulhando-os nas vossas línguas. Não é assim tão complicado. Pára de pensar em mim enquanto estás com outras pessoas, porque eu certamente já o faço há muito tempo. As lágrimas que te caiem dos olhos não são minhas mas se fossem eu iria pedir que te afogassem. E apesar de todo o gelo que criei sobre ti, não sinto nem uma ponta de rancor. Não sinto nada; e não seria justo, não é? Se mereces? Se mereces tudo o que te estou a dizer? Não; não mereces (mais) nada.

(Chega?)

domingo, 29 de novembro de 2009

ICEBERG VII

(...) O culminar. Cada um tem aquilo que merece!

sábado, 28 de novembro de 2009

ICEBERG VI

(...) Indiferente. Insensível. O que me tornaste, o que me ensinaste e deixaste ser. (...)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

ICEBERG V

(...) Desinteressado. Apático. Sem qualquer sombra de dúvida sobre o que dói, o que fere e o que não cicatriza. Não permite sentir e não deixa esquecer a dor. (...)

(…) Estamos ligados na alegria, na saúde e na esperança;
Na tristeza, na guerra, na dor, na fome e na doença;
Garanto, que isto é bem forte e ninguém pode minar.
Amigos para sempre, até que a morte nos separe …

Valete – Os meus feat. Bónus

“Mas tas fdd?” – 27.11.07

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

ICEBERG IV

(...) Gélido. Glacial. Incapaz de mostrar compaixão, sem qualquer emoção de piedade ou misericórdia. Não deixa sentir mais nada, suga qualquer calor que já o fez viver.(...)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

ICEBERG III

Frio. Gelado. Sinto-o a escorrer-me nas veias, congelando tudo no seu caminho. Sinto-o cristalizando-me os olhos, sem derreter, sem verter água. (...)

terça-feira, 24 de novembro de 2009

ICEBERG II

“(…) I won’t feel restraint watching you close sense down. I can’t compensate, that’s more than I’ve got to give. … Cos I don’t want you to forgive me. You’ll follow me down. ….” Skunk Anansie » You'll Follow Me Down

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

ICEBERG

'(...) I guess I don't care. ...'
Jacob Black - New Moon (movie)

sábadoànoite

Olhei para ti e não consegui evitar. Instintivamente virei-te a cara. Quando, passados alguns segundos, notaste a minha presença agiste de forma totalmente diferente. Fixaste-me. Procuraste o meu olhar de uma forma doentia, e o meu orgulho não permitiu que o encontrasses. Ele conhece a dor que me provocaste e não deixa que apenas um aceno de cabeça teu me faça cair. Não existias ontem, nem existes hoje. E que pena que assim seja. 22.11.09

sábado, 21 de novembro de 2009

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Dei por mim a pensar o quanto me sinto feliz por não te conhecer, nem por ter que me esforçar para o fazer.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

sadomasoquismo.

Sabes o quanto te procuro? E sabes o quanto me rasga a alma ver-te? Vê no que me tornaste, vê! A dor de te ver já não é suficiente. Procuro-te nem que seja para me magoares novamente. Para te sentir aqui, outra vez, fazendo-me morrer mais um pouco por te ter sem estares aqui. Vês o que sou agora? Sabes no que me transformaste? Então como podes ter a audácia de me torturar com a tua presença?

M.S.; 16 de Novembro de 2009

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Speechless

(...) Could we fix you if you broke?
(...) Could you give it all up?
If I promise to you ...
That I’ll never talk again
And I’ll never love again
I’ll never write a song
Won’t even sing along ...


quarta-feira, 18 de novembro de 2009

00:00

As lágrimas corriam-lhe pela cara. Ajoelhado sobre o corpo que jazia nas pedras de calçada daquela rua, contemplava o sangue que ia crescendo em sua volta, indicando o fim. Tremendo, tomava nos seus braços o corpo inanimado da pessoa mais importante da sua existência, tentando puxa-la para a vida. A chuva aliviava o calor que sentia a percorrer-lhe pelo corpo, a fúria que o mantinha hirto, e intensificava o gelo que o corpo emanava cada vez mais.

Indiferente à chuva, o relógio que se encontrava no pulso do corpo que respirava por um fio, anunciou a meia-noite. Começava um novo dia e foi nesse instante que o coração parou a fraca batida que tinha mantido nos últimos dois minutos. Estava morto. Nunca mais iria abrir os olhos, nunca mais iria respirar, nunca mais iria existir. E vendo o fraco batimento do coração e a singela respiração dando lugar a um corpo inanimado, o desespero debateu-se sobre ele. A partir daquele momento também ele havia deixado de existir.

M.S.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Era tão bom que eu conseguisse explicar o que senti hoje. Dessa forma eu escreveria sobre o assunto e arrancaria de mim qualquer sentimento que restasse do fatídico momento. Pagava com sangue para ficar feliz como te vi; trocava tudo o que tenho para arrancar essas gargalhadas que me feriram como nunca. Quem me dera conseguir descrever o que senti naquela altura. Arrancaria o meu estômago só para não ter que passar por todo aquele desconforto e o ódio instantâneo que obtive, mas não o consigo fazer.(...) M.S.; 4 de Novembro de 2009

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Tentação

Abres a porta e sorris para mim com um ar de provocação que logo me faz cair no estado de delírio. Tento não te olhar – minha tentação – mas quando puxas o meu corpo ao teu e saltas para cima de mim entrelaçando as tuas pernas à minha bacia eu esqueço tudo. O teu fogo quase que me queima enquanto me passas as mãos pelo cabelo e me beijas com a intenção de me tirar o fôlego, as tuas unhas ferem a minha pele que já as conhece tão bem como eu conheço cada milímetro teu. Ainda nem fechaste a porta e já sei que não vou sair tão cedo. As roupas são jogadas ao chão e as minhas mãos tomam-te, como um objecto que só a elas pertence. Mas não és objecto. És carne quente e viva que morde a minha e cola a pele em mim. És som que inunda a sala vazia e aumenta o prazer de estar em ti. Esqueces-te da importância do ar e dominas os movimentos que me levam ao êxtase, até ao limite. A tua forma de mover escapa ao que sei conhecer e não deixas o corpo arrefecer. Fazes o tempo passar rápido demais quando o objectivo de tudo é ficar ali, contigo, numa eternidade; mas logo o tempo passa e chega a hora de sair da tua alma quente. A porta está fechada mas cada vez mais próxima de mim. Ainda não te disse adeus e já penso onde nos iremos perder de seguida.

domingo, 15 de novembro de 2009

gost;

Dos teus olhos eu já tive a visão que quiseste. Vi o mundo da cor que pintaste e soube que o vento não soprava. Da tua pele eu deixei de sentir o toque que aquecia e tornei-me gelo das tuas lágrimas. Da tua boca eu fui as palavras que fugiram, o adeus constante que não foi dito. De ti eu fui muito. De ti formei-me um fantasma de todas as ruas que percorremos.

M.S., 28 de Setembro de 2009

sábado, 14 de novembro de 2009

:D .l.

(...) I shoulda left my phone at home, ’cause this is a disaster! Callin’ like a collector - sorry, I cannot answer! (…) Stop callin’, stop callin’, I don’t wanna think anymore! (…) Can call all you want but there’s no one home. You’re not gonna reach my telephone!... "We’re sorry, the number you have reached is not in service at this time. Please check the number, or try your call again". » Lady Gaga Featuring Beyoncé – Telephone

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

lol

Algo de muito errado se passa na minha vida quando se “enganam” no meu nome, tratando-me pelo teu, com o objectivo de me ofender...

who?

Hoje fiquei sem reacção, algo que não me acontece com muita facilidade. Ao som de ‘Eu sei que ela não te é indiferente’ pensei que ia entrar em pânico por ter que olhar para ti e sentir algo que não sentia há muito tempo… Felizmente estava errado. Olhei-te e não vi ou senti nada. Eras uma pessoa como as outras que me rodeavam, ou talvez até menos, e foi isso que senti. A tua grandiosa presença reduzida a nada, a tua capacidade de já não me fazer sentir.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009















'...Songs of desperation I played them for you; A moment, a love, a dream aloud, a kiss, a cry, our rights, our wrongs (...) So stay there 'cause I'll be coming over and while our blood's still young ,it's so young, it runs and won't stop 'til it's over... Won't stop to surrender.' » The Temper Trap - Sweet Disposition

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

- ali.

Era eu a sentir o vento gelado na minha cara e a ver-te enquanto te aproximavas de mim trazendo contigo a esperança de me aqueceres. Era eu a olhar para a tua face coberta de lágrimas, que naquela noite logo perdiam o seu calor, e a querer-te no meu abraço.

Eras tu a ver-me ali parado e a desejar o que cedo se iria perder.

Era eu a ver-te perto de mim e numa vertiginosa distância de alma não te sentia enquanto te punhas em bicos de pés para me beijares os lábios. Era eu a ouvir o bater acelerado do teu coração e a pressentir a sua quebra rapidamente.

Eras tu a despedires-te de mim e a deixares tudo o que de nós restava, em mim.

Era eu sem entender o que fazer sem ti e a tentar morrer na tua ausência prematura. Era eu ali, sozinho. Era eu ali, perdido.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Quando estou contigo dá-me ainda mais saudades de o fazer. É uma forma estranha de sentir que nunca tinha experimentado antes, mas ter-te comigo é sinónimo de distância. Quero sempre mais, mesmo quando te tenho na totalidade. Fazes-me tão bem. – 08.11.09

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

I lay alone awake at night
Sorrow fills my eyes
But I’m not strong enough to cry
Despite of my disguise
I’m left with no shoulder
But everybody wants to lean on me.
...I bottle all my hurt inside,
I guess I’m living a lie.
Inside my mind each day I die
What can bring me back to life?
A simple word, a gesture
...I’ve given too much of myself
And now it’s driving me crazy
(I’m crying out for help)
Sometimes I wish someone would
Just come here and save me
Save me from myself(...)

Beyoncé - Save The Hero

domingo, 8 de novembro de 2009

- MDC!

If I walk would you run? If I stop would you come? (...) <3

sábado, 7 de novembro de 2009

para onde foi tudo isto?

(...) E foram muitas as vezes que te dei o meu ombro para que chorasses nele. Repetidas vezes que eu ouvi a tua doce voz distorcida pelo tremer e a inconstante respiração que as lágrimas te causavam. Muitas foram as vezes em que precisaste de mim, em que me chamaste para curar a ferida recente. Para onde foi tudo isso?...
M.S., 5 de Novembro de 2009

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

3º dia

Há mortes que nem se fazem sentir. Chegam e tiram a vida sem dor. Simples e rápido. Não posso ter uma dessas? Sempre que tu passas por mim o meu coração esquece-se de bater e mesmo assim a morte parece não ter interesse em mim. Apenas me deixa sozinho com a dor. Ainda não chega?

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

dia5

É-me estranho falar de ti, mesmo quando sinto esta ligeira saudade. Saudade da forma como me mordias o lábio inferior enquanto olhavas para mim com os teus olhos em fogo e quase me fazias sangrar. Era este fogo que nos caracterizava, uma química que se desenvolveu instantaneamente (e ainda perdura). Sei que não sabes, mas sempre que te vejo passar, sorrio. Sorrio sem razão aparente, como um louco que se lembrou de algo que lhe trouxe felicidade. Lembraste de quando estávamos juntos e as pessoas ficavam a olhar e comentavam a forma como estávamos? A forma como a nossa posição era ousada? Riamos muito, gargalhadas vividas. Não interessava o que os outros pensavam porque estávamos bem daquela maneira, bem demais.

Bem sei que a minha forma distante de te gostar era um desafio, e que muitas vezes nem nos falávamos, mas era isso que nos distinguia. Quando estávamos juntos, o mundo desaparecia. Ainda te lembras da forma como me puxavas para ti para colar os teus lábios aos meus? Ainda ontem me cumprimentaste assim. Dei-te a habitual chapada na bochecha e tu puxaste-me para ti com a mesma força de antes. Tens sempre aquele jeito diferente e lembrar-te faz-me bem. Alias, tu fizeste-me bem e não quero que restem dúvidas disso. Pode ser estranho recordar-te mas quando o faço sei que tudo o que vivemos teve a sua importância, em mim e em ti.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

saída de emergência

Não sei onde estou. Não sei que lugar é este que ecoa as minhas palavras vezes sem conta. Não entendo o que digo mas mesmo assim dói-me a cabeça de tanto que ouço. Este eco contínuo maltrata os ouvidos e, sem razão aparente, engole-me… Ainda não sei onde estou nem o que ouço, mas a escuridão que vejo diz-me que preciso de encontrar uma saída o mais rápido que possível. Ali no fundo consigo ver algo que brilha, como uma luz incandescente ao fim de um túnel. É para lá que devo ir?

segunda-feira, 2 de novembro de 2009














'...
You were there for summer dreamin',
And you gave me what I need,
And I hope you'll find your freedom,
For eternity, for eternity.(...)'

Robbie Williams - Eternity

domingo, 1 de novembro de 2009

wall


Agarro a parede que tu ergueste. Já não sei como a empurrar e esqueci-me das palavras que utilizaste para a construir. Derrotei-me e agora puxo-a para mim. De que vale lutar contra ti se me vences sempre?