quarta-feira, 25 de junho de 2014

... Don't say you need me when you leave and you leave again. (...) Don't say you need me if you leave last, you're leaving. I can't do it, I can't do it but you do it well

Lana Del Rey - Pretty When You Cry

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Pam - Everyone I love leaves, everything I touch dies.
True Blood

terça-feira, 17 de junho de 2014

Olivia - (...) I had been all alone for a very long time. There are moments, people who somehow they convince me that I'm wrong. That I'm not alone. That I have something to...people let you down. People hurt you. People lie. I'm all alone...

Scandal

segunda-feira, 16 de junho de 2014

did u know?



                Ninguém sabe – acho que nem eu entendo muito bem como – mas tu destruíste-me. Simples. Não vai haver ninguém como tu. Ninguém me vai marcar como tu me marcaste. Ninguém vai deixar cicatrizes de uma felicidade tamanha que dói. Ninguém. E tu deixaste tanto. Esqueceste-te de tralha que nem eu quero, espalhada pelos cantos. Agora, quando não estou atento, tropeço. Muitas vezes até acredito que tropeço propositadamente para que te possa sentir em toda essa tua tralha. E hoje tropecei. Nunca aprendo. Não te vejo há meses mas sinto-te da mesma forma. Torturando docemente, naquele compasso nosso, durando madrugadas infinitas porque nenhum de nós queria dormir sozinho. Onde estás agora? E com quem? Destruíste-me. Sabias isso?

domingo, 8 de junho de 2014

Sim!


- Daqui a cinco anos estás casado. Descobres o amor da tua vida, em Nova Iorque, e casas.
- Não me parece. Já encontrei o amor da minha vida e não resultou. Agora são só versões dela.
- Foi por isso que ficaste cabrão?
               

sábado, 7 de junho de 2014

espero



                Espero. Os dias arrastam-se, longos e vagarosos. Vejo-os passar sem ouvir de ti. Tique-taque, tique-taque. Tudo se move mas eu estou parado. O vento sopra e chama a chuva. A casa está quieta. Respiro fundo. Tudo aqui te chama. Coloco o telemóvel ao meu lado e espero. Ponho música a tocar e enquanto ela ecoa pelas paredes vazias, olho pela janela. Cinzento esconde o sol. O relógio não pára e sobrepõe-se à música. Tique-taque, tique-taque. Eu espero sem vontade. Aguento a dor. Desisto e escrevinho algo. Espero mais um pouco mas agora faltam-me as palavras. Não sei de ti. Não sei esperar mais. O telemóvel continua sem sinal teu. Tudo aqui ainda te chama, cada vez mais alto. O relógio não pára. Tique-taque, tique-taque. Espero. Espero e dói. A casa está sem vida. Tudo aqui são vestígios teus. Sabes o quanto eu dava para que fizesses o frenético tique-taque parar? Não, acho que não. Continuo a perder-te por muito que espere, é isso. E não o consigo evitar.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

-eu



Todos em meu redor se movem. Vão a sítios, descobrem-se e descobrem quem os descubra. Eu estou parado. Não me mexo mesmo que esteja em todos os lugares. Não encontro ninguém que me encontre. Vejo a vida a passar, pessoas a viverem-na e eu aqui. Todos têm algo pelo qual viver. Todos. Menos eu.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

nothing between us



                Ultimamente tento ocupar a mente com actividades triviais na esperança de esquecer que me esqueceste. Engulo as mágoas e finjo não as sentir esgravatarem-me por dentro. Mas cá estão elas, dentro de mim. Remexendo familiarmente, afirmando-se! Nunca foram a lado nenhum. O medo é real. E eu tenho medo de te perder na multidão que me esqueceu. Tenho medo que me vires as costas como todas as pessoas da minha vida. Não existe mais nada entre nós a não ser distância. E ultimamente não consigo nega-lo por muito que tente. 

segunda-feira, 2 de junho de 2014

youarealone


                Dizes-me, sem rodeios, “Estás sozinho.” e eu não tenho como te provar o contrário.  Não tenho nada para mostrar a não ser um longo leque de sorrisos falsos e uma mão cheia de memórias que tento manter. Triste, penso para mim, sou um triste. Não tenho nada para te provar o quão sozinho estou a não ser a tua ausência. E mais uma vez, pela força do hábito, sorrio. Ilógico. Recuo sobre mim mesmo e recordo os passos que dei em falso. Todos eles me trouxeram aqui. A esta retrospectiva fúnebre e viciada. E eu já senti “isto” vezes a mais e já vi este filme vezes sem conta.

                Estou sozinho, tenho de acabar por aceitar. Finjo uma felicidade que não existe e repito tudo na esperança que se torne real. Mas algo está errado, não é? E tu, sem rodeios, respondes que sim. Dizes-me que tudo em que toco acaba por morrer aos poucos e eu acredito. Eu acredito sempre em ti. Tudo em que toco acaba por morrer aos poucos. Desculpa se te fiz mal e fico feliz por teres conseguido sobreviver-me. Tens razão, estou sozinho mas eu aguento. (ainda não sei como mas) Eu aguento.