Ultimamente
tento ocupar a mente com actividades triviais na esperança de esquecer que me
esqueceste. Engulo as mágoas e finjo não as sentir esgravatarem-me por dentro.
Mas cá estão elas, dentro de mim. Remexendo familiarmente, afirmando-se! Nunca
foram a lado nenhum. O medo é real. E eu tenho medo de te perder na multidão
que me esqueceu. Tenho medo que me vires as costas como todas as pessoas da
minha vida. Não existe mais nada entre nós a não ser distância. E ultimamente
não consigo nega-lo por muito que tente.