(...) subia as escadas já gastas pelo tempo, acompanhado. Então vi-te a descê-las, na minha direcção, com o meu próprio sorriso (digam o que disserem, o teu sorriso é meu; fui eu quem te ensinou a desenha-lo). Olhaste-me nos olhos e abraçaste-me, com uma força que transbordou muitas palavras não ditas. E então disseste uma única palavra, a única palavra que tão desesperadamente preciso de tão dolorosamente perfeita ser. Não retribui como esperavas, conhecias o meu orgulho cego e fizeste-me a nossa pergunta enquanto eu já subia as escadas para me afastar rapidamente.
Olhei para trás. Vi-te ainda sorridente, mostrando orgulhosamente o teu sorriso, esperando que eu o retribuísse antes de virar a cara para deixar as minhas lágrimas caírem. Não tomei atenção na pessoa que me acompanhava na subida daquelas escadas agora tão dolorosas e corri para que não me vissem. Sentei-me encostado à parede do grande corredor e chorei um minuto inteiro. E mesmo sabendo que me tinham visto chorar, limpei as minhas lágrimas e trouxe a minha cara vermelha de choro às pessoas que me esperavam. Surpreendidas com um sorriso exuberante, claramente perceberam que o assunto nunca mais devia ser tocado....
M.S.; 26 de Junho de 2009
3 comentários:
mesmo que o assunto não seja tocado a verdade é que ele fica por lá.. :S
Desculpa a invasão !
"Não já não és nada, mas não posso negar que não existe ou que um dia te amei" :)
Há sempre tanto sentimento por aqui *.*
Adorei :#
consegues seeempre ser perfeito nas tuas palavras
Postar um comentário