Reti tanta coisa de ti. Detalhes insignificantes que amaldiçoam cada dia da minha existência. Impurezas que me impedem de respirar; feridas que se acumulam em mim e se propagam impedindo-me de gritar por ti. Reti tanto que a enorme cicatriz em que me tornaste já não faz apenas parte de mim, em vez disso passou a ser-me de uma forma completa e dolorosa.
Há dias em que ainda ouço a tua voz e a minha memória representa-te numa conversa que parece ter sido ontem. Mas não foi ontem. Foi há tanto tempo que preferia nem saber quando foi (e o problema já nem é a de ter esta memória que deposita pormenores que em nada me são favoráveis). O verdadeiro problema reside na tua permanente existência e na minha incapacidade de te mandar embora (mesmo quando vais, sem mim). Retenho-te para saber que foste mais do que és, mas isso não me chega.
M.S.; 11 de Outubro de 2009
3 comentários:
MAIS QUE PERFEITO :$
tens magia em todas as palavras, toodas!
É como ter uma faca espetada e alguém que constantemente lhe mexe.
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