Eu reparo sempre nas coisas que fazes sem mim.
Ao
teu lado, devia existir um lugar vazio, meu, quando não estou. Todavia, tu nem
reparas nesse espaço livre quando alguém o ocupa. Acolhes o corpo, alguém
quente que não eu, e ages como se fosse substituível.
E
acabo por ser.
Repito
para mim mesmo: substituível.
Sou
a segunda opção, em todos os teus dias.
Como
crio anticorpos a ti?