“Estou a perder algo que nunca foi meu.”, penso.
E este pensamento cancerígena,
traz-me um doentio, adocicado gosto a déjà
vu. Eu já senti isto antes. Enumero para mim mesmo, puxando pela minha
fraca memória (que talvez, tenha bloqueado inconscientemente):
- Mendigar por migalhas tuas;
- Mostrar que me importo e obter um total de zero respostas;
- Olhar-me ao espelho e dizer que mereço melhor, e;
- Sentir agonia porque nem eu próprio acredito nisto.
Se há um oposto a nostalgia, é
este sentimento que me arranha as entranhas e que abre caminho de fininho.
Quase que como um stress pré-traumático, vejo-me irrequieto por ter de reviver
isto.
Estou a perder a minha extensão
de casa e tu nem te importas.
Mais do mesmo...