Neste caos quotidiano em que me insiro, não me sinto. Não me sinto mesmo quando sinto demais.
Contorce
dentro de mim, esta inquietude, num mudo grito. Não lhe percebo o dialeto, por
mais que tente. Não percebo mas ouço-o – rasgando de forma invisível, escrevendo
nas entrelinhas do que sou.
Em meu redor, paredes
de pessoas exceto tu.
E
por mais que tente, não consigo. E agora? Sempre quase, sempre aquém. Não te
encontro, não me encontro.
Talvez
se me levares, para longe, talvez. Talvez eu não seja tão medíocre. Talvez,
escrevo, mesmo sabendo que se fugir contigo, um dia tu fugirás de mim.
Se me encontrares,
um dia, levas-me daqui? Pode ser?
Mesmo que depois
fujas, mesmo que o faças.
Ser abandonado por
ti será o meu mais doloroso privilégio.
Faz o pior que
conseguires.
Por favor.