quarta-feira, 16 de junho de 2021

5 de abril de 2019 II

Empoleirados em mim e pesando-me nas costas. Ainda.

Agora decompondo-me a postura e infligindo-me uma dor execrável.

Apertando-me o pescoço como mãos que necessitam do meu próprio ar para sobreviver.

E eu continuo cansado. Cada vez mais cansado.

A minha asfixia tem o vosso nome - quão triste isso é?