Triunfantemente inerente ao meu ADN e porque a dor é-me tão familiar, eu não consigo não sê-la.
Tanto que, se quero ser mesmo sincero, há momentos em que penso “que mais pode acontecer? Se doer, doeu.” e dói sempre.
Então, eu antecipo os meus passos e isolo-me.
Faço-o para que quando me encontrar sozinho, rodeado pelo momento que eu sempre soube que seria meu, não me ser tão excruciante.
Irei abraçar a falta que todos me fazem, sem desespero, porque levei a minha vida inteira a preparar-me para isto.
E acho que nunca contei isto a ninguém.
Nem a mim mesmo.