segunda-feira, 24 de maio de 2021

favorite crime

Triunfantemente inerente ao meu ADN e porque a dor é-me tão familiar, eu não consigo não sê-la. 

Tanto que, se quero ser mesmo sincero, há momentos em que penso “que mais pode acontecer? Se doer, doeu.” e dói sempre.

Então, eu antecipo os meus passos e isolo-me. 

Faço-o para que quando me encontrar sozinho, rodeado pelo momento que eu sempre soube que seria meu, não me ser tão excruciante. 

Irei abraçar a falta que todos me fazem, sem desespero, porque levei a minha vida inteira a preparar-me para isto. 

E acho que nunca contei isto a ninguém. 

Nem a mim mesmo.