Demasiado cansado para contrariar, dou por mim a cair no vertiginoso vicio que és.
As pálpebras pesam, as mãos escrevem devagar – tal e qual a música dos Ornatos, sempre devagar. Tanto tempo passou e, volta e meia, estou em ti num "para sempre" que pensei durar menos tempo. Estou aqui, disse-te, uma e outra vez e, agora, não me vejo em mais lado algum.
Foste a minha casa durante tanto tempo, como te posso fechar a porta?
Ainda, sim. Ainda.