E então, tu cospes-me na cara.
Eu, calado, sem reagir perante a dor, questiono-me:
- Como cheguei aqui?
- Como deixei que plantasses ervas daninhas à minha volta?
- Pior, quando comecei a vê-las como se fossem flores?
Como um jardim, em redor da minha casa, no meu chão, eu cuido desse teu ódio. Rego-o. Estimo-o. Aceito-o. Abraço-o.
E é só quando tentas arrancar essas ervas venenosas, que plantaste, enraizadas em desdém, que eu, calado, sem reagir perante a dor, me questiono:
- Eu mereço isto, não é?