Não nos tocamos, já reparaste?
Quando
estamos juntos, depois de tudo, não nos tocamos.
Quem
diria que aquele “Não sei como te
cumprimentar, então não o faço” iria durar tanto? Este hábito enraizado
que, no momento, surgiu como mecanismo de defesa, antecipando a dor que dele
adviria, perdura até aos dias de hoje.
E
é estranho. Sei tanto de ti e tu tanto de mim. Aliás chegaste a saber tudo. E
agora, olha só como as coisas se mantêm incrivelmente diferentes.
Repito-me
– que estranho o é.
Pensei
que ia gostar de ti, sempre, independentemente de quem viesse. Mas não é assim.
É quase que uma indiferença mascarada, fingindo que não aconteceu, como um
tabu.
Vejo
as cicatrizes mas já não me doem. Vejo-te mas já não te sinto. Ou assim quero
acreditar.
Nem
eu consigo fingir que a falha na tua voz, quando te despediste de mim, não me
doeu e quase me fez olhar para trás…
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