quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Soldier On. IX

Não sei bem onde te deixei. E isso é-me apavorante.

Na maneira atípica que agora a vida tem de ser, as mudanças que comigo têm surgido engolem-me. Numa pressa vertiginosa, vejo os caminhos que tracei à minha frente. Os meus pés caminham a medo. Mas estou quase lá. E, no meio desta balbúrdia, pensei para comigo: o meu avô ia ficar tão contente por mim.

Foi então que parei. Foi há 9 anos e pela primeira vez não me recordei de ti.

Como é que isto aconteceu? Como é que cheguei a um ponto na minha vida em que tu não fazes mais parte dela? Onde foi que ficaste? Perdi-te. Não de vez mas mais uma vez. E de vez em vez, a tua lembrança acabou por desvanecer.

Espero que me perdoes.

A minha casa vais ser sempre tu, avô – as paredes que me protegem, os alicerces do que sou.

Nunca te esqueças disso. Por mim