quinta-feira, 24 de junho de 2010

@V

Os anos passam por nós, devagar ou acelerados, mas nem eles conseguem mudar-nos. Basta chegares, entrares, atravessares a casa como se fosse tua, cumprimentares a minha mãe como se fosse tua, abrires a porta do meu quarto como se fosse teu, dizeres, da mesma forma que se fala com um irmão mais novo, ‘Manel, praia.’ e eu olho para ti e sorrio. Espreguiço-me, escondo a cara com o lençol e tu ris, deliciada com a minha cara de sono. Mostras-me o meu próprio telefone e consigo ver 8 chamadas não atendidas e a tua cara que apresenta uma raiva fictícia. Levanto-me e abraço-te. Despacho-me em cinco segundos e vou para onde me levares. Sem perguntas. É verdade, os anos bem que passam por nós mas tudo está como se ainda ontem te tivesse conhecido o sorriso que me alegra em qualquer situação, por mais dramática que seja. O tempo passa, tudo está na mesma, e assim sou feliz.

2 comentários:

RuiQ disse...

E há melhor do que as pessoas que são sempre iguais para nós? Óbvio que não.

Débora disse...

Eu sei o que é isto.
Adorável sem dúvida. :D