quarta-feira, 23 de junho de 2010

pior

No meio de uma conversa qualquer, alguém disse que devia ser difícil perder alguém importante. “Perder” tendo o mesmo significado que a morte, neste caso. E eu pensei: Qual é a diferença? Perder alguém demasiado importante é o mesmo que a deixar morrer. É sofrer, de igual forma; é chorar, na mesma intensidade; é negar, com a mesma fúria. É uma destruição. Uma avalanche sufocante de quem parte e também de quem fica. Mentimos e dizemos que estamos bem, quando na verdade também apodrecemos por dentro. Mentimos porque a verdade é que a pessoa em questão partiu, não ficou e nunca chegará a voltar. Este “perder” é uma forma de suavizar a palavra “abandono” pois quer se perca alguém, ou esse alguém morra, damos por nós sozinhos de qualquer forma. No entanto, eu respondi, na sequência da conversa: “Há coisas piores que a morte…” e só então me dei conta de que me referia a mim, ao meu caso. Ao facto de te ter deixado morrer ou permitir que me abandonasses. Perdi-te e isso foi, embora que a mesma coisa, muito pior do que se tivesses morrido de verdade.


M.S.; 22 de Junho de 2010

2 comentários:

Cat disse...

nunca mais digo nada :c
e não vou comentar porque já sabes e bla bla és o maior ponto final
<3

p.s - tenho um colar igual ao teu! COINCIDÊNCIAS :O

RuiQ disse...

Ah, e ps: o que custa mais, é guardar aquelas coisas que nunca se vão dizer e que nunca se vão fazer. Em qualquer um dos casos.