segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

iludir-te

As palavras que escrevo para ti são mentiras danificadas pelo passar do tempo. São rascunhos num papel rasgado que me esqueci de deitar fora. São mentiras; globais, integrais, totais. São tudo aquilo que ouvi de ti. Enganos do que quiseste que fosse. Acima de tudo as minhas palavras são o que és. Um vertiginoso ciclo vicioso de inúmeras palavras que prendem e não deixam ir. Se tudo o que és ainda me consegue mentir, suplico-te: deixa-me ir para que eu fique, porque, afinal, eu também sei mentir… e (muito) bem.

3 comentários:

RuiQ disse...

Está enorme e isto não é mentira :P

PR" disse...

Com as palavras certas fizeste um belo texto! :)

Mariana disse...

mais um.. fantástico.

"Se tudo o que és ainda me consegue mentir, suplico-te: deixa-me ir para que eu fique, porque, afinal, eu também sei mentir… e (muito) bem."5*