As palavras que escrevo para ti são mentiras danificadas pelo passar do tempo. São rascunhos num papel rasgado que me esqueci de deitar fora. São mentiras; globais, integrais, totais. São tudo aquilo que ouvi de ti. Enganos do que quiseste que fosse. Acima de tudo as minhas palavras são o que és. Um vertiginoso ciclo vicioso de inúmeras palavras que prendem e não deixam ir. Se tudo o que és ainda me consegue mentir, suplico-te: deixa-me ir para que eu fique, porque, afinal, eu também sei mentir… e (muito) bem.
3 comentários:
Está enorme e isto não é mentira :P
Com as palavras certas fizeste um belo texto! :)
mais um.. fantástico.
"Se tudo o que és ainda me consegue mentir, suplico-te: deixa-me ir para que eu fique, porque, afinal, eu também sei mentir… e (muito) bem."5*
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