Sentei-me naquele canto sujo onde o tempo se mascarou com teias de aranha e com o pó de tudo o que ficou, e deixei-me ficar encostado ao que quis ouvir de ti. Estes dias têm sido difíceis. Não quis olhar em meu redor, sabia que estava no meio daquela escuridão que tão fortemente me deixaste gravada na memória. E, se olhasse para os vestígios que tinhas deixado naquele canto, tudo iria abater em cima de mim numa avalanche de sentimentos que passado todo este tempo ainda não consigo controlar. Entrei em modo de apatia – aquele que odiavas com todas as tuas forças – e olhei para a tua pessoa. Aquela pessoa que mesmo sem ali estar me conseguia dizer mais do que tu alguma vez disseste. Deixei-me ficar ali, perdido no que perdi, e soube/sabe tão bem. M.S.;27 de Janeiro de 2010
3 comentários:
Já senti isto demasiadas vezes.
E sim, está mesmo lá no topo da perfeição mas num topo muito bem suportado. Não sai de lá *.*
Esse estado de apatia faz milagres.. Essa pessoa que diz tudo o que sempre quisemos ouvir...
Escreves lindamente, tão tão que sinto todas as emoções deste lado. +.+
Sinto essa emoção com que escreveste.
AMEI.
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