(...) esperei que recebe-se uma única palavra tua. Mesmo que fosse uma palavra muda. O problema nunca foi o que me disseste, e já to disse muitas vezes. (...) esqueci o que te pedi e entendi o que nem ousei pedir. Foi isso que me deste. Uma grande remessa de nada, embrulhada com papel inexistente e colado com a mais invisível de todas as colas.
Continuei (...), enquanto esperava a única palavra que precisavas dizer… Ainda estou a espera. Aquele dia tornou-se no seguinte e esse seguinte tornou-se no de hoje. Espero e espero, enquanto recebo e recebo o mesmo. Nada.
Um comentário:
Sabendo-se ou não do que falas (e nada tenho a ver com isso), é indesmentível a intensidade que dá para sentir nos teus textos.
«Ainda estou a espera. Aquele dia tornou-se no seguinte e esse seguinte tornou-se no de hoje.» Lindo!
E, claro, obrigado pelo comentário :)
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