quinta-feira, 10 de setembro de 2009

renúncio

É injusto o que me fazes. A forma como colocas tudo o que sentes nas minhas costas, a forma como te julgas no direito de me fazer carregar esse peso que é teu e não meu. É injusto, dizeres que tudo o que sentes provém de mim quando sou apenas um dos motivos. Julgas-me. Apontas-me o dedo e tentas fazer-me cair ainda mais. Estou danificado, mas nunca to escondi. Não sou o que supunhas ser, mas também nunca fingi ser outra pessoa. É isso que não te agrada, que te faz sofrer. Sou apenas isto e desculpa se não me consigo tornar na pessoa perfeita que idealizaste de mim.

Muitas vezes eu assusto-me, ou melhor, tu assustas-me. A tua maneira precipitada de te atirares de cabeça quando apenas quero dar um pequeno passo. E corro, corro para muito longe. Espero que o tempo passe e só volto para onde estava quando me vejo sendo eu, e não o que me vais transformando. É isto que sou. Apenas isto. E se até eu o sei, como podes julgar-me e tentar-me com as tuas renúncias?

3 comentários:

Rita disse...

:) Per
fei
to.

Rita disse...

vá. este foi um dos que percebi (sabes que sou burra no que diz respeito aos teus textos). se soubesses do que se trata, matavas-me e depois a mim :tt tou mesmo stressada :c AIII

Rita disse...

*matavas-me e depois a ti.