domingo, 22 de fevereiro de 2009

MA II


Como hei de te chamar hoje? Ontem o teu nome era tão certo como ter-te a meu lado, e hoje vejo-me afogado na ilusão. Que nome hei de substituir pelo que sempre conheci? Onde encontrar-te quando não me encontro junto a ti? Ainda és capaz de guardar um segredo? Cheguei a saber que nunca o foste, e nisso, mais uma desilusão sobre ti. Não irás responder outra vez, irás ficar em mais um silêncio eterno tentando evitar as perguntas às quais já sei as respostas.

Repetirei sempre o que antes te disse, porque no fim de tudo, as minhas promessas duram para sempre. O mesmo não posso dizer das tuas, de ti (infelizmente). Foi só mais uma vez…

Um comentário:

Anna Filipa disse...

(...) Não sei se foste tu que mudaste ou fui eu que mudei em relação a ti, já não és a mesma. A tua cara mudou, agora vejo-te com o rosto da mudança e do engano. Já não te reconheço, ou talvez nunca te conheci. Perdi tudo o que sabia sobre ti, gostava que me voltasses a ensinar e queme desses todas as respostas, mas até eu sei que não o vais fazer. Mais uma vez o teu silêncio diz tudo, mais uma vez engano-me em relação a ti e aquilo que... existiu. E agora? Agora já não é só uma ilusão, é real.