Ainda me lembro, vieste ter comigo porque o meu mundo tinha desabado, mesmo quando tinhas as tuas histórias para construir. Não pedi, não precisei, e mesmo assim apareceste para construir o meu mundo e deixar, por momentos, o teu de lado. É assim que escolho lembrar-te, colhendo as lágrimas que lancei ao chão e, roubando-me sorrisos.
Parece que foi ontem… Ligaste-me no dia seguinte com preocupação, contando o conjunto de histórias que tiveram lugar na noite anterior para que eu esquecesse a minha. Pediste-me as opiniões que, na altura, valiam ouro e transformaste pela última vez a minha tristeza em felicidade.
Tropecei tanto nas tuas pequenas mentiras, penso eu agora. Mas não importa porque quando as vivi, foram os melhores momentos da minha vida. E a pequena mentira que vivi no dia seguinte foi igual e tão diferente. Foste ter comigo outra vez, como se soubesses o que se avizinhava, e sei agora que sabias de verdade. Mantiveste-te junto a mim dizendo que não interessava mais nada apesar de eu saber que não era a verdade. Mais uma vez, não importou. Foi assim que escolhi relembrar-te, nos teus melhores momentos fazendo-me tropeçar nas tuas pequenas mentiras. É assim que te vejo hoje quando escolho não olhar a realidade que te transformaste.
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