quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

till now.

Hoje sonhei contigo.
Há quanto tempo não escrevia estas palavras? Palavras que, num momento da minha vida, eram uma constante enraizada nos meus dedos. Que doíam a cada letra e que esmurravam violentamente o meu estômago.
Arrancaste tantos pedaços de mim que criaste isto, este meio-ser monstruoso e desumano.
E eu, que não antecipei as mazelas de te sonhar novamente, dou por mim a reviver este déjà-vu. Pensei que o tempo curasse tudo e pensei ter-te deixado num qualquer lugar em que ficaste. Estranho e desajustado. Quase que parece que, desde então, tenho andado à procura desse teu lugar. Mesmo que inconscientemente.
Sinto a tua falta. E só agora me dei conta.