Há quanto tempo não escrevia estas palavras? Palavras que,
num momento da minha vida, eram uma constante enraizada nos meus dedos. Que doíam
a cada letra e que esmurravam violentamente o meu estômago.
Arrancaste tantos pedaços de mim que criaste isto, este
meio-ser monstruoso e desumano.
E eu, que não antecipei as mazelas de te sonhar novamente,
dou por mim a reviver este déjà-vu. Pensei que o tempo curasse tudo e pensei
ter-te deixado num qualquer lugar em que ficaste. Estranho e desajustado. Quase
que parece que, desde então, tenho andado à procura desse teu lugar. Mesmo que inconscientemente.
Sinto a tua falta. E só agora me dei conta.