E eis que, de uma forma ou de
outra, nos vejo desta forma. Ou melhor, de forma alguma.
Fica por dizer tudo aquilo que dizemos.
Nas entrelinhas, quero dizer. Falta o conteúdo, a substância. Falamos e falamos
e pouco dizemos. Acreditamos que “isto” é comunicar mas, a verdade é que, pouco
sei de ti e do que te rodeia. E vice-versa.
O que me dás, não chega; o te
dou, não chega. Faz falta mais que este sentimento de falta. Cicatrizámos erros e cristalizámos esta inexistência de detalhes, de histórias, de tudo o que
nos faz ser. De tal forma que, embora sejas a pessoa que melhor conheço, não te
conheço de todo.
Diz-me com quem andas e dir-te-ei
quem és, certo? …
Com quem andas?