Do
que passámos, só nós sabemos. E já nem eu sei de tudo.
Foi
inocente. E, se quiser ser mesmo sincero, doentio. Começou de forma simples. E
hoje, que já não é mais, não consigo dizer por que razão o foi. Mas sei
dizer-te que fervia perto de ti. Eras uma febre que, por mais palavras que
conheça, não consigo caracterizar.
Consumias-me.
Violentamente. Delicadamente.
Questiono-me,
muitas vezes, sobre o que fomos. E como isso nos fez o que hoje somos. Sem toda
a dor que nos causámos, estaríamos aqui? Seriamos isto? É tão pouco o que sei
sobre o irascível “E se?” que deixámos em aberto.
Ainda
fervo, sabes?