Não
devia ser assim. Já escrevi esta frase tantas vezes. Não devia ser assim. Mas
é. E não faz sentido. Não consigo respirar. Estou tão triste. Esta guerra não
termina. Não deixo as minhas feridas sararem; não deixo que as vejam – quero
lembrar-me da dor. Ela não me abandona. Ela diz-me que não estou sozinho. Mas
mente; mas estou.
Todos
os dias eu me afundo mais um pouco e ninguém repara. Vejo tudo desfocado. Sabes
o quanto dói estar assim tão sozinho? Não, claro que não. E isso, de uma forma egoísta, faz-me sentir
pior. Ninguém precisa de mim. Que importa se estou aqui? Que importa?