quinta-feira, 26 de março de 2015

trust? nop.



Não é estranho? Não devia ser assim. Tu tens a tua privacidade e eu a minha. Tu dizes que confias e eu digo o mesmo. Então porque não vejo essa confiança? Dizes que é mútuo mas afinal não é. Só me contas partes da tua vida e só quando te interessa. As coisas importantes não me contas. As coisas que tu achas demasiado pesadas deixas passar, como se não tivessem acontecido. Finges que não aconteceram e guardas para ti. Achas que eu vou contar a alguém? Achas que eu vou julgar-te? A minha confiança é total. A tua não. Esta é a verdade e eu já devia saber que nem sempre as coisas são reciprocas.

Fica lá com os teus segredos. Esconde-os comos os monstros que pensas ser. Eu vou começar a guardar os meus para mim. Só não te esqueças de uma coisa – conheço-te melhor que ninguém e sei sempre quando me escondes algo.