Preferia
começar este texto com algo do tipo “a última vez que fizemos amor…” mas isso
seria uma mentira por isso, em alternativa, começarei da seguinte forma:
A
última vez que partilhamos a mesma cama ficamos parados depois de toda a
frenética agitação. Lembro-me de me sentir dentro de ti e acreditar que aquele
era o melhor sítio do mundo. Como se me tivesses lido os pensamentos,
disseste-me – Quem me dera ficar aqui para sempre, assim.
Estranhei,
não o nego. Nunca foste de expor sentimentos ou de dizer em voz alta lamechices.
Aliás, sexo era algo sagrado. Não era fazer amor. Era selvagem e cru. Ambos concordávamos
nesse aspecto e era isso que nos unia ainda mais. Os momentos de carinho vinham
sempre depois. Quando eu me deixava ficar dentro de ti e abraçados contávamos as
pulsações aceleradas de cada um. E agora que penso nisso, são esses pequenos
momentos que me trazem um sorriso amargo nos lábios.
Quem
diria só teria saudades das saudades com que me deixavas?