segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

what now? (part II)



                Nunca estou satisfeito. E se ainda ontem disse que era teu, hoje já não sei se isso é inteiramente verdade. O prazer fala alto. O prazer momentâneo que me é oferecido é uma tentação que custa a evitar. Se me perguntasses teria que te dizer a verdade – teria que te dizer que já usei a cama e os sofás sem ser contigo, que não foste a única que entrou na banheira comigo e que não foste a primeira a provar o meu sabor dentro do elevador do prédio. Mas de que adiantaria perguntar? Nada. Garanto-te, no entanto, que apesar de tudo o que acontece na tua ausência, és a última pessoa em quem penso antes de adormecer. E acho que isso já diz tudo. (ou assim espero…)