Sinto-me sempre como se precisasse de
me agarrar a uma manta, isolado numa cabana qualquer, olhando pela
janela enquanto o gelo cai na rua e embranquece o chão. Fica sempre
tanto frio neste velho dia. Fica um gelo estranho dentro de mim mesmo
quando o sol abrasador queima a pele. Em que se tornaram as promessas se
não nisto? Um frio incomum que avelhenta a olhos vistos e secos?! Pela
janela vejo o vento remexer a estranha neve que não existe e que levanta
fantasmas de ti, cobertos de desapontamento. E fico vazio. Não existe
pedaço algum que aclame o teu nome, não existe voz que pergunte a razão
de fugires, não existe coração para que me importe. Adormecidas, as
lembranças já nem sonham a tua face enquanto as vejo fechadas naquele
baú poeirento. Os papéis acabaram por não passar disso e as letras
inquietas sucumbiram-se à humidade servindo apenas para atear um fogo
que de pouco cuida. Tornou-se estranho. Sentes isso, não sentes? Agora é
tarde de mais e quando me falam de ti não existe mais nada a escavar em
mim. - 2012
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Meredith: There's a reason I said I'd
be happy alone. It wasn't 'cause I thought I'd be happy alone. It was because I
thought if I loved someone and then it fell apart, I might not make it. It's
easier to be alone, because what if you learn that you need love and you don't
have it? What if you like it and lean on it? What if you shape your life around
it and then it falls apart? Can you even survive that kind of pain? Losing love
is like organ damage. It's like dying. The only difference is death ends. This?
It could go on forever.
Grey's Anatomy, s07e22 - Unaccompanied Minor
sábado, 12 de janeiro de 2013
versão 1
Quando apareceste na minha vida foste uma
novidade. Nunca antes tinha conhecido alguém como tu que me mostrasse a
vida da mesma forma estranha e concentrada que a vias. Ensinaste-me toda
a intensidade do que sentias e quiseste-me sentir também. Já nem sei em
que momento exato me partiste ao meio mas consigo entender o porquê.
Levei tanto tempo a deixar-te crescer dentro de mim e a habituar-me à
tua forma imensa de querer a tua justa parte de mim que quando
finalmente o consegui era tarde de mais. Agora eu percebo o que és e sei
que o fizeste por acaso, mas o mal está feito. Não sei como confiar em
mais alguém. Aliás, como poderia? Nada dura. Mas se apostasse na
eternidade, o meu dinheiro estaria em ti e no quão sem cura me deixaste… - 03.12
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
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