maybe tomorrow
Não sobrou nada de mim. Deixei-me ir. A água batia forte na calçada embora o sol, perdido nas nuvens escuras, se mostrasse de vez em vez. Nenhum de nós se mexeu naquele momento. Desistimos e nem te perguntei para onde ias. Quando dei o primeiro passo já não sabia de ti. Não soube também para onde fui e por vezes ainda penso que nem cheguei a sair do sítio. Ainda me sinto ali, sentindo a mesma sensação de vazio e lutando contra o aperto no estômago que ansiava por transbordar pelos olhos. Não. Não sobrou nada de mim. Nada mesmo. Só isto, se é que “isto” é alguma coisa…
M.S.
2 comentários:
Muito bom este teu post afilhado, Abraço
Pára de escrever bem!
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