sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

fire.

Tu fazes tudo de forma tão apaixonante. Agarras-te aos pormenores da vida e dás-lhe a tua vida. Prometes mundos ainda por descobrir e focas toda a tua atenção nessa promessa. Apaixonaste pelas pessoas, loucamente. Surges onde não te esperam, surpreendes pela positiva da forma mais criativa que encontras, ligas a todo o momento e nunca deixas esmorecer a conversa ou arrefecer o contacto. Mas, infelizmente, és de extremos. E se por um lado abraças com toda a tua força aquilo que te revitaliza, também o largas quando sugaste tudo o que havia para sugar. Quebras as promessas, esqueces os mundos e descobres novos pormenores para a tua vida. Não posso levar a mal essa tua forma de ser. Vives na íntegra. Sentes todos os sabores do que te oferecem (e bem sei que já te ofereceram mais do que deviam) e voas ao sabor do vento sem vergonha de cair no momento seguinte. As tuas paixões queimam como fogo mas arrefecem rapidamente. E de qualquer forma ninguém é perfeito, nem mesmo tu…- 28.01.12

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

c

Nós somos muito parecidos. Gostamos do mesmo tipo de filmes, ficamos hipnotizados com o mesmo tipo de música, obcecados com as mesmas séries, lemos muito do mesmo, adoramos fotografia, rimos das mesmas piadas, partilhamos opiniões e vidramos com comida. Nenhum de nós é perfeito e sabe que pode apontar essas imperfeições sem que isso crie mau ambiente. Confiamos. Sabemos que quando a dor é grande de mais para carregar, podemos partilhá-la sem que isso se torne um peso na vida do outro. Mesmo quando a distância é grande sabemos que não existem quilómetros suficientes entre nós para nos distanciar. Mas não foi por tudo isto que te tornaste uma grande parte de mim. Foi a tua maneira de peculiar de me animar mesmo quando estás de mau humor, o facto de contribuíres para os quilos indesejados e partilhá-los comigo, a tua forma de me tirar de casa quando estou cabisbaixo apesar de passarmos por inúmeros acidentes de percurso ou, talvez, tudo se resuma ao simples facto de estares lá para mim quando mais ninguém está e de me ouvires quando mais ninguém o consegue. Sabes que sou capaz de te dar todas as minhas forças para não te ver esmorecer. Por muito que os dias se tornem escuros não há como escapar à tua luz. E podes crer que eu vou estar sempre contigo para te lembrar.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

fools in love

Não te pude contar antes. Receei por ti. Tive medo que os meus fantasmas também te assombrassem e pensei que ao contar-te e mostrar-te o quão lesado estou, não aguentasses. Mas tu acabaste por fugir de mim porque eu não consegui descobrir uma cura para o que sou. Ou assim pensei ser. Na verdade tu nunca me abandonaste, ficaste sempre a meu lado, tentando comunicar e trocar sentimentos. Eu é que te abandonei sem o saber. Sem querer. Sem ter sentimentos para trocar. Só fugiste porque eu fugi primeiro de ti. Pensava, Não demores., quando te via partir, sem nunca o conseguir exteriorizar apesar de o mereces.

Bem sei que o tempo passou e pouco importa o que te tenho para dizer agora, mas peço-te que não demores. Já me deixaste sozinho por muito tempo. Volta com a tua colecção pessoal de detalhes e insiste em mim mais uma vez. Experimenta não desistir de mim. Aguenta mais um pouco e eu prometo que te ajudo a encontrar o meu coração…

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

the sound of forgetting.

Lembraste quando me disseste que todas essas tuas manias e hábitos que me irritavam profundamente eram o que mais me faria falta no futuro? Não é verdade. Eu até posso recordá-las com um gosto amargo na boca e desejar secretamente que estejas aqui, uma vez mais, a irritar-me nessa tua forma de ser mas não é disso que sinto mais falta. Eu sinto a tua falta! De tudo o que foste. A toda a hora. Em todo o momento. E nem agora que percebo que indirectamente me estavas a dizer que não ias ficar comigo para sempre, apesar de todas as promessas, eu consigo ficar chateado contigo. – Ensinaste-me há anos atrás que as pessoas partem, que nada é permanente. Como podias tu saber que partir-me ao meio ia ser a única coisa permanente vinda de ti?
M.S.