Lembraste quando me disseste que todas essas tuas manias e hábitos que me irritavam profundamente eram o que mais me faria falta no futuro? Não é verdade. Eu até posso recordá-las com um gosto amargo na boca e desejar secretamente que estejas aqui, uma vez mais, a irritar-me nessa tua forma de ser mas não é disso que sinto mais falta. Eu sinto a tua falta! De tudo o que foste. A toda a hora. Em todo o momento. E nem agora que percebo que indirectamente me estavas a dizer que não ias ficar comigo para sempre, apesar de todas as promessas, eu consigo ficar chateado contigo. – Ensinaste-me há anos atrás que as pessoas partem, que nada é permanente. Como podias tu saber que partir-me ao meio ia ser a única coisa permanente vinda de ti?
M.S.