Num sopro magoado de quem cumprimenta alguém que já não conhece; num dia suado de marés tardias e tempestuosas; num toque arrepiado de uma lágrima cristalina – surges tu. Enorme e quente. Castigando cruelmente cada segundo de oxigénio puro e fresco que dilacera o peito. Contando histórias de quando um dia desejou a uma estrela e tudo lhe foi concretizado, abandonado de seguida os dias passados até então. Ensinando que se deve guardar na memória os momentos mais sentidos mas que não se lhes deve tocar porque a dor destrói-os. Ficando em apatia, numa marcha triunfal, torturando quem não seguiu cada passo dado. Evitando as palavras que outrora o silêncio não ensinou a calar e que agora gritam em ecos para que se façam ouvir. Engolindo a seco, tamanho orgulho, para que o esquecimento seja rápido e doce. Fugindo porque perdeu o seu porto de abrigo e, agora, não sabe onde ficar. És tu, sempre tu.
M.S. 13 de Junho de 2011
Um comentário:
grande, (como tu). <3
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