terça-feira, 28 de junho de 2011

I swear you like when I'm in pain.

Os teus pés caminham até mim. Eu olho mas instintivamente desvio a cara, finjo não te ver. Ignoro os sinais já comuns da tua presença denunciada pelo desconforto na minha barriga e continuo a conversa. Sei que fizeste o mesmo, que fingiste não me ver. E é pelo melhor. Enquanto as tuas gargalhadas perseguem a minha audição, eu ouço, finjo-me de surdo e escuto calado. Fujo das memórias tenebrosas que me invadem e também me ponho a rir descontroladamente tentando contrariar o súbito tremer do lábio. Mas logo, quando dou por mim, vejo-te a partir para longe, da mesma forma que antes e não consigo evitar sentir uma ponta de saudade tua. Ou algo semelhante a essa sensação, pelo menos. Revelaste-te incapaz de me ser indiferente, tens essa exclusividade. A vitória é tua e eu aguento – porque, na verdade, não há mesmo mais nada a fazer.

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