sábado, 19 de março de 2011

pesadelos+mil VIII

Entre imagens que não deviam ter surgido, tu gritaste o meu nome. Olhei pela janela de um quarto que não o meu e vi-te na rua, no meio da estrada, olhando para mim. Eras como que uma sombra no meio da escuridão. A pouca luz que havia deu-me a reconhecer o teu rosto. Não cheguei a saber como conhecias o meu paradeiro e para dizer a verdade pouco importava. Estavas ali, gritando o meu nome, com a dor de saudade nos olhos. Mas foi tudo sol de pouca dura. Tudo o que temi aconteceu. Vi-te sendo alguém bastante diferente do que conheci. Aquela pessoa era-me estranha. Agia de forma irregular e rudimentar. Aquela pessoa era uma desilusão diferente. Uma habituada ao seu sabor constante. Tremi de dor. Sorri ironicamente. E tu, nem notaste. Foi então que me fui embora – para longe de ti, que te encontravas com pessoas que ainda hoje não consigo conhecer. Estranhei a tua repetida ausência, agora que já me tinha habituado de novo a uma presença que, embora diferente, ainda era tua. Estranhei mas não temi pela tua falta. Não queria estar contigo. E pela primeira vez acordei com a dor de saber que mesmo que um dia voltes para mim, eu não te irei querer mais…

Um comentário:

Débora disse...

desculpa, eu éq adoro isto. :D